Jacques Gosch
RD News
O ministro da Justiça Sérgio Moro, que está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado para prestar esclarecimentos sobre a acusação de que teria agido com parcialidade quando foi juiz da Operação Lava Jato, usou o exemplo da senadora Selma Arruda (PSL) para se defender. A juíza aposentada foi cassada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Mato Grosso por caixa dois e abuso de poder econômico, mas permanece no cargo enquanto recorre da sentença.
Ocorre que Moro está na defensiva desde que o site The Intercept começou a publicar supostas conversas com o procurador da República Deltan Dallangnol e outros integrantes da Força Tarefa do Ministério Público Federal (MPF) que colocam em xeque a isenção da Operação Lava Jato em relação ao ex-presidente Lula. O Ministro da Justiça nega qualquer irregularidade.
“É normal uma discussão de logística. Tem aqui a senadora Selma, que atuou muito destacadamente como juíza lá no Mato Grosso, teve várias operações, é normal depois da decisão proferida haver uma discussão sobre questão de logística, quando vai ser cumprida, como vai ser cumprida, e eventualmente pode ter havido uma mensagem nesse sentido. Isso não tem nada de revelação de imparcialidade ou conteúdo impróprio”, disse Moro na CCJ do Senado, na manhã desta quarta (19), obtendo a concordância da senadora pelo PSL, que é membro da comissão.
Quando atuou na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma decretou a prisão de figuras como o ex-governador Silval Barbosa e o ex-presidente da Assembleia José Riva. A exemplo de Moro, também foi acusada de atuar buscando holofotes por conta das pretensões políticas e inclusive teve decisões anuladas por suspeição.
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