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OPERAÇÃO QUADRO NEGRO: Justiça retira tornozeleira de ex- vereador acusado de fraude de R$ 10 mi

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DIEGO FREDERICI
Folha Max
A juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Ana Cristina Silva Mendes, determinou a retirada da tornozeleira eletrônica do ex-vereador de Cuiabá, Wilson Celso Teixeira, o “Dentinho”, um dos denunciados da operação “Quadro Negro”, deflagrada em 2019. As investigações apuram a suspeita de um desvio de R$ 10,4 milhões do antigo Centro de Processamento de Dados do Estado (Cepromat), que “Dentinho” também presidiu.
O ex-vereador alegou em sua defesa que já vem utilizando a tornozeleira há mais de 2 anos, pouco após a deflagração da operação “Quadro Negro”. Entre as medidas cautelares impostas pelo judiciário estão a proibição de mudar de residência, se ausentar de Cuiabá sem comunicação ao judiciário, além de comparecer a todos os atos processuais, além da monitoração eletrônica.
Em sua decisão, a juíza entendeu que “Dentinho” não representa risco ao processo e lembrou que, desde a deflagração da operação “Quadro Negro”, em 2019, não houve desrespeito por parte do ex-vereador às medidas cautelares impostas. “Defiro o pedido formulado pela defesa, revogando, parcialmente, as medidas cautelares impostas ao acusado Wilson Celso Teixeira, mantendo, tão somente, a obrigação de comparecer a todos os atos do processo, quando devidamente intimado”, determinou a magistrada.
OPERAÇÃO QUADRO NEGRO
A Polícia Judiciária Civil deflagrou no dia 22 de outubro de 2019 a operação “Quadro Negro”, com o objetivo de apurar desvios de recursos no antigo Centro de Processamento de Dados do Estado (Cepromat), atual Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI).
As ordens judiciais foram decretadas pela juíza Ana Cristina Silva Mendes da 7ª Vara Criminal da Capital. Sofreram mandados de prisão Valdir Agostinho Piran, Weydson Soares Fonteles, Wilson Celso Teixeira, Francisvaldo Pereira de Assunção, Djalma Souza Soares, Edevamilton de Lima Oliveira. Todos eles também tiveram bens bloqueados em até R$ 10.435.714,02.
O esquema investigado na operação “Quadro Negro” consistia na contratação milionária de empresas que não prestavam os serviços estabelecido em contrato. O dinheiro era desviado para o pagamento de dívidas com o “empresário do ramo de factoring”, Valdir Piran.
Em maio de 2018, o ex-governador Silval Barbosa e o ex-secretário da Casa Civil, Pedro Jamil Nadaf, haviam revelado o esquema em depoimento à Controladoria-Geral do Estado (CGE) pois foram convocados a dar informações em um PAD (processo administrativo disciplinar) que apurava a instalação de softwares piratas nos computadores das escolas estaduais em 2014.

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