Mikhail Favalessa
RD News
Ministério Público Estadual (MPE) identificou a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para agentes prisionais e trabalhadores da saúde em 29 das 53 penitenciárias existentes em Mato Grosso. O chefe do MPE, José Antônio Borges Pereira, recomendou que os promotores de Justiça adotem medidas para ajudar a aumentar o estoque de insumos usados no combate ao novo coronavírus.
A recomendação é baseada em levantamento feito pelos promotores Josane Fátima de Carvalho Guariente e José Mariano de Almeida Neto. Os membros do MPE são, respectivamente, coordenadora do Centro de Apoio Operacional Criminal e da Execução Penal e coordenador-geral dos Centros de Apoio Operacional, e também assinam a recomendação nº 03/2020.
O documento foi assinado na sexta (27). Considerando dados de todo o país, o MPE aponta para a possibilidade de “catástrofe” caso a Covid-19 se espalhe entre a população carcerária.
“Contudo, quando se fala em zelar pela saúde dos que ali estão, está em jogo não apenas a vida da população privada de liberdade (embora seja esta o alvo mais ameaçado pelo Covid-19 dentro da unidade prisional), mas também dos próprios agentes penitenciários e demais funcionários. É igualmente imprescindível que o Poder Executivo adote, imediatamente, medidas de salvaguarda à saúde dos mais de 111 mil funcionários que atuam nas prisões brasileiras”, diz o documento.
Além das 29 unidades em que falta EPI, o MPE também afirma que apenas 21 penitenciárias estão abastecidas com material de limpeza necessário ao combate à Covid-19, como álcool, água sanitária e outros produtos. “Importante frisar que todas as unidades afirmaram que seus estoques são insuficientes frente à necessidade atual, com probabilidade de se esgotar em poucos dias”.
Em Cuiabá, as unidades que não possuem o equipamento para os agentes são o Centro de Ressocialização da Capital (CRC), antigo presídio do Carumbé, o Centro de Custódia da Capital (CCC) e o complexo do Pomeri. A penitenciária de Sinop, conhecida como “Ferrugem”, é uma das quatro unidades que não informaram a situação ao MPE.
A recomendação também inclui instruções para o caso de ser necessária a transferência de presos. Nesses casos, devem ser tomados cuidados como fornecimento de equipamento, limpeza da viatura, entre outras medidas.
POSSÍVEL “CATÁSTROFE” Ministério Público vê falta de proteção aos servidores em 29 penitenciárias do Estado
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