Ligação com PT foi critério para derrubar Chalito, mas chefe de Gabinete também apoiou Dilma em 2014
Jacques Gosch
RD News
O deputado federal Nelson Barbudo (PSL) disparou mensagens no aplicativo Whats App se vangloriando porque a nomeação do servidor Claudinei Chalito da Silva para Superintendência do Incra em Mato Grosso durou menos de 48 horas. O parlamentar, que tentou emplacar sem sucesso seu apaniguado Gilberto Cattani no cargo, utilizou o apoio a Dilma Rousseff (PT) em 2014, inclusive com doação financeira, como pretexto para puxar o tapete de Chalito.
A articulação que o próprio Barbudo revelou em áudio foi divulgada por RD News. Na gravação, prometeu reclamar da conduta do presidente do Incra, general João Carlos de Jesus Corrêa, para o próprio presidente da República Jair Bolsonaro (PSL), por conta da nomeação de Chalito, agora sem efeito. Além disso, garantiu que recorria até mesmo ao secretário especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Luiz Antônio Nabhan Garcia.
O Diário Oficial da União (DOU) desta sexta (3) mostra que Barbudo logrou êxito em derrubar Chalito. Entretanto, o servidor do Incra não é o único a circular no Governo Bolsonaro que apoiou Dilma em 2014.
O próprio chefe de Gabinete de Barbudo, Rafael Klas Dal Bó, foi entusiasta da campanha da petista naquele ano. Prints de postagens do Facebook mostram o assessor parlamentar entusiasmado em ato de campanha dos então candidatos a governador, Lúdio Cabral (PT), e ao Senado, Wellington Fagundes (PR).
Rafael também aparece segurando uma fotografia do já falecido Leonel Brizola. Na postagem, enaltece a trajetória do líder trabalhista.
Em outra sequência de fotos, das eleições de 2010, Rafael segura uma bandeira 15 do então candidato a governador Silval Barbosa junto com propaganda de Dilma. O chefe de gabinete de Barbudo, que depois trabalhou no cerimonial no Governo Silval, ainda posou para foto com a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet, ícone da esquerda latino americana.




