Jacques Gosch
RD News
Quem faz o mal, o mal volta para ele. Estou num momento de sossego e não vou dar audiência para que faz esse tipo de coisa, age com deslealdade”. Essa foi a resposta da Coronel Fernanda (Patriota) ao vazamento do áudio no qual chora ao implorar para que o presidente da República Jair Bolsonaro mantenha seu apoio à sua candidatura na eleição suplementar ao Senado realizada no ano passado. A oficial da PM acabou ficando na segunda colocação.
No entanto, a Coronel Fernanda preferiu não dizer se tomara ou não medidas judiciais contra o vazamento. Inclusive, disse preferir que o assunto não tivesse continuidade na imprensa.
O áudio foi captado no dia da convenção do Patriota, que acabou referendando sua candidatura a senadora. Além da Coronel Fernanda, participaram da conversa por telefone com Bolsonaro o presidente nacional do Patriota Adilson Barroso, o ex-deputado federal Victório Galli (Patritota) – 1ª suplente na chapa ao Senado – e o marido da candidata, o também coronel da PM Wanderson Nunes da Siqueira.
Apesar do presidente da República ter sido gravado, juristas ouvidos pelo RD News afirmaram que não houve nenhum crime. Isso porque Bolsonaro estava numa conversa telefônica em viva voz, no contexto de uma convenção partidária e não foi grampeado sem conhecimento da situação.
Politicamente, o áudio caiu como uma bomba entre os bolsonaristas. O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) considerou a situação a situação “humilhante e vexatória”, disse que “expõe a PM ao ridículo” e que inviabiliza a continuidade da trajetória política da Coronel Fernanda.
Já o deputado estadual Elizeu Nascimento (PSL), que disputou o Senado pelo DC e ficou em 8º lugar, diz que a gravação comprova que a oficial “quer o poder a qualquer custo”. Também considerou a situação “degradante e vexatória”.
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