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RETROSPECTIVA: Delação de Riva, desvios na pandemia e ex-Casa Civil preso; as operações do ano

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Mikhail Favalessa
RD News
No Judiciário, 2020 foi marcado pela delação do ex-presidente da Assembleia José Riva, homologada pelo Tribunal de Justiça e na qual aparecem diversas figuras políticas, além de, ao menos, um magistrado. Também tiveram destaque operações contra desvios em contratos emergenciais da pandemia de Covid-19 e ainda a prisão daquele era considerado o “braço direito” da Casa Civil.
A delação de Riva foi homologada em fevereiro pelo desembargador Marcos Machado. São 58 anexos, com gravações em áudio e vídeo, além de documentos, que foram distribuídos a dezenas de ações civis e criminais, e também a inquéritos que já tramitavam, e também deram ensejo a novas investigações.
Além de confirmar uma série de esquemas delatados por outros colaboradores como o ex-governador Silval Barbosa, o ex-deputado deu detalhes da participação do ex-governador Blairo Maggi, do mensalinho instituído na Assembleia, da compra de uma vaga no Tribunal de Contas e ainda um suposto caso de corrupção envolvendo o juiz Roberto Teixeira Seror. Boa parte dos depoimentos do ex-presidente da AL seguem tramitando sob sigilo e novos desdobramentos devem acontecer em 2021.
Desvios na pandemia
A medida provisória nº 961/2020 do governo federal autorizou contratações emergenciais com dispensa de licitação em todo o país e acendeu o alerta das forças policiais e do Ministério Público. Em Mato Grosso, operações, especialmente em Cuiabá e em Rondonópolis, identificaram possíveis desvios.
O então secretário municipal de Saúde de Cuiabá, Luiz Antônio Possas, foi afastado na Operação Overpriced, do Gaeco e da Deccor, em 1º de outubro. A acusação é de superfaturamento na compra de Ivermectina com dispensa de licitação. No total, teria havido sobrepreço de R$ 715 mil.
A Deccor deflagrou em Rondonópolis duas fases da Operação Stop Loss. Na primeira, em junho, a ex-secretária municipal de Saúde Izalba Albuquerque e outros servidores foram alvo, acusados de superfaturamento e outras irregularidades na compra de papel higiênico e outros materiais de limpeza e de consumo com dispensa de licitação. Na segunda fase, em 25 de novembro, o então secretário de Administração, Leandro Junqueira Arduini, foi afastado e o prefeito José Carlos do Pátio (SD) foi alvo de busca e apreensão.
Casa Civil
O Gaeco prendeu em flagrante, em 24 de setembro, o então secretário-adjunto da Casa Civil, Wanderson de Jesus Nogueira. Ele ocupava o posto de Administração Sistêmica da pasta, sendo considerado o “braço direito” do secretário Mauro Carvalho. Quando foi preso, Wanderson estava com R$ 20 mil em espécie dentro de uma mochila e os agentes do Gaeco o acompanharam da saída da Casa Civil ao fim do expediente até chegar em casa.
O dinheiro, de acordo com os investigadores à época, seria de propina paga pelo empresário Thiago Ronchi, sócio da TMF Construções e Serviços Eireli, que tinha contrato para executar obras de reforma no Palácio

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