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SEM REGALIAS: ‘Acho que ele está equivocado’, diz Mauro após Perri defender ‘mercadinhos’ em presídios

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Vinícius Mendes
Gazeta Digital
Em entrevista na manhã desta segunda-feira (13) o governador Mauro Mendes (União) afirmou que o desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), “está equivocado” ao defender a permanência dos “mercadinhos” nos presídios e que os presos continuem tendo visitas intimas nas penitenciárias do Estado. O chefe do Executivo estadual disse que não deve haver “regalia” nas unidades prisionais.
Mauro disse que sua gestão tem adotado algumas medidas contra a criminalidade. Ele citou o programa “Tolerância Zero ao Crime” que lançou ainda no ano passado, que trouxe medidas, principalmente, contra a atuação das facções criminosas dentro dos presídios. O governador afirmou que medidas mais duras virão.
“Nossa parte nós estamos fazendo, estamos prendendo, tem polícia sim na rua, (…) estamos combatendo, de vez em quando os caras enfrentam a Segurança Pública, se dão mal, porque [as polícias] estão preparadas e determinadas a jogar duro, e vamos jogar mais duro ainda”, pontuou.
Uma das medidas que o Governo pretende implantar é o fim dos “mercadinhos” nas unidades prisionais. O desembargador Orlando Perri se opôs a esta proposta, pontuando que em alguns locais os “mercadinhos” suprem itens básicos que, por algum motivo, o Governo não consegue fornecer. Ele também defende que os presos continuem tendo visitas intimas nas penitenciárias. Mauro, porém, vê a questão do “mercadinho” como regalia.
“O desembargador Orlando Perri merece todo o nosso respeito, um desembargador que tem muita história dentro do Tribunal, mas eu acho que ele está equivocado neste ponto (…). O Estado fornece quatro refeições por dia lá dentro, refeições balanceadas, custa caro, não tem porquê ter mercadinho lá como existia, que vendia whisky, vendia cerveja, cigarro, docinho, não tem que ter isso lá dentro não gente, se o cara quer beber whisky, cervejinha, cigarrinho, comidinha boa fique aqui fora trabalhando e seja um cidadão decente (…). O Estado dá 4 refeições por dia, agora, não tem que ter regalia lá dentro, não”.
O governador disse que, apesar da sensação de insegurança, a maioria dos homicídios em Mato Grosso é fruto de disputas entre facções criminosas. Ele afirmou que problemas como esse só podem ser resolvidos no Congresso Nacional, com a mudança nas leis.
“Congresso Nacional está mais preocupado em ficar discutindo emenda parlamentar, esse é o grande tema que eles discutem o ano inteiro. Resolver o problema da Segurança Pública, melhorar as leis (…), o problema está nas leis, para mim está muito claro isso, o Brasil é um dos países onde mais se rouba celular no mundo, (…) em números absolutos é o país que mais mata no mundo, são mais de 40 mil assassinatos por ano”.

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