Airton Marques e Jacques Gosch
Rd News
Descontentes com suposto favorecimento do Palácio Paiaguás ao líder do governo na Assembleia, Dilmar Dal Bosco (DEM), três deputados decidiram deixar o bloco de situação (Assembleia Forte) e aderir o bloco liderado pela deputada Janaina Riva (MDB), considerado independente dentro do Legislativo. Os dissidentes são Paulo Araújo (PP), Doutor João (MDB), Thiago Silva (MDB). Além deles, Alan Kardec (PDT), que deixou a secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, também passa a integrar o grupo.
Com a adesão, o bloco Resistência Democrática passa a ter dez membros, mesmo número do bloco Assembleia Forte, liderado por Dilmar. O grupo independente ainda é composto por Lúdio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT), Delegado Claudinei (PSL), João Batista (Pros) e Elizeu Nascimento (DC).
Conforme apurado pelo RD News, os deputados ficaram incomodados com o fato de Dilmar ter sido o único parlamentar a ser beneficiado com a liberação de R$ 3,8 milhões de emendas, enquanto outros colegas foram contemplados com apenas R$ 1 milhão ou nada. Além disso, alguns parlamentares estão descontentes com o que chamam de “atropelo” do democrata no comando da Comissão de Costituição, Justiça e Redação (CCJR). Com a mudança, o líder do governo vai perder o controle de comissões.
Segundo o Executivo, apenas R$ 400 mil de um convênio com o município de Carlinda é proveniente de emendas parlamentares. Os outros R$ 3,4 milhões são, na verdade, indicações de Dilmar e outros parlamentares no âmbito da pasta de Infraestrutura.
Ainda com informações de bastidores, a liberação por parte do Paiaguás foi uma forma de compensação a Dilmar, que perdeu o comando do Indea e chegou a pedir expulsão do DEM.
Blocos
Além dos novos membros, o memorando encaminhado por Janaina na manhã desta quinta (16) ao presidente Eduardo Botelho (DEM), pede ainda que o seja revista a composição das comissões da com base na proporcionalidade da nova composição do Bloco Resistência Democrática.
“Outrossim, solicito a Vossa Excelência que sejam tomadas as medidas regimentais adequadas à nova composição do bloco no que diz respeito à composição das comissões permanentes, especiais, de inquérito e demais, com relação à manutenção da proporcionalidade da representatividade parlamentar, bem como que sejam tomadas as demais providências cabíveis”, consta do documento.
A deputada explica que há uma linha de afinidade de pensamento entre os atuais e os novos membros do bloco, mesmo se tratando de um grupo heterogêneo formado por deputados de base e de oposição ao governo.
”Fico extremamente feliz com a adesão desses quatro parlamentares ao nosso bloco. Temos algumas bandeiras em comum e achamos que juntos teremos condições de defende-las com mais força e autonomia, não só em plenário na hora das votações, mas também junto às comissões. Continuamos cada um com sua atuação e posicionamentos de base ou oposição, mas nas pautas comuns a todos nos unimos por aquilo que acreditamos ser o correto a ser defendido pelo grupo, como é a pauta dos servidores públicos, educação e segurança, por exemplo”.
Além dos blocos de situação e independente, a Assembleia tem o bloco Parlamentar Unidos, liderado pelo deputado Doutor Eugênio (PSB).
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