quinta-feira, 23 abril, 2026
21.1 C
Alta Floresta

SUPLEMENTAR AO SENADO TRE-MT tem 8,3 mil urnas que devem ser deslocadas a partir de março para eleição

Compartilhe:

Mikhail Favalessa
RD News
As cerca de 8,3 mil urnas ativas do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) deverão ser deslocadas a partir de março para realização da eleição suplementar ao Senado em Mato Grosso. Secretário de Tecnologia da Informação do tribunal, Luis Céazar Darienzo destaca que a segurança das eleições envolve, além de leis, procedimentos manuais de verificação, tecnologia e auditoria feitas antes e depois do pleito nos equipamentos.
As urnas foram implementadas de maneira gradual pela Justiça Eleitoral no país. Em 1998 foram utilizadas nas capitais, incluindo Cuiabá, e municípios com mais de 200 mil eleitores. Já em 2000, passaram a ser utilizadas de maneira geral nas eleições realizadas em todo o país.
Em uma eleição comum, as urnas começam a ser deslocadas em setembro para os municípios considerando a votação no início de outubro. Cerca de um mês antes da suplementar de 26 abril, o mesmo deve ocorrer.
O carregamento das informações é feito apenas no cartório eleitoral com o devido lacre feito pelo juiz eleitoral, com acompanhamento dos fiscais no fim de semana da eleição a ser realizada.
As cerca de 8,3 mil urnas do TRE-MT ficam armazenadas em um grande barracão na sede do tribunal, em Cuiabá, e passam por testes periódicos a cada três meses para eventual identificação de problemas em seu funcionamento. Darienzo relata que, em razão dessa manutenção constante, poucos casos de problemas no funcionamento das urnas ocorrem.
Em caso de reclamação de eleitores sobre defeito no equipamento, a urna é trocada – 6% do número do total de urnas é mantido para este fim – e a defeituosa é encaminhada à Polícia Federal no dia da votação.
Ao todo, são cerca de 350 mil urnas eletrônicas sob responsabilidade dos TRE de cada unidade da Federação.
A última licitação feita em Mato Grosso para compra dos equipamentos ocorreu em 2015.
Cada uma das urnas custa cerca de R$ 2,5 mil e tem vida útil de 10 anos. Equipamentos fabricados em 2008 e 2009, por exemplo, foram dispensados recentemente e não serão utilizadas nas eleições a serem realizadas neste ano.
Reclamações em 2018
Em 2018, eleitores gravaram vídeos afirmando que tentaram votar no então candidato à presidência Jair Bolsonaro (sem partido) e houve erro nas urnas.
Darienzo explica que apenas dois casos no Paraná e outro em São Paulo foram confirmados de mau funcionamento dos aparelhos. Em geral, os problemas encontrados são mecânicos como soldas do teclado que se soltam e acabam alterando o funcionamento das teclas numéricas. Eleitores e políticos vêm utilizado essas reclamações para justificar a defesa do voto impresso.
“Em 2002 nós tivemos a impressão do voto, esse sistema foi usado só nessa eleição, apresentou bastante problema na época, operacionalmente se apresentou inviável e em seguida foi retirado da lei. Acabou sendo só uma ou duas gerações com essas impressoras. O modelo foi evoluindo em termos de modelo de bateria, com maior duração, o teclado antigamente era aberto, então quando você olhava em baixo tinha acesso às teclas. Então, você podia, em um teste de segurança, fazer uma instrução eletrônica e pegar a chave que estava passando. A partir de 2009, esse teclado passou a ser lacrado, hoje essas teclas são embaralhadas, é criptografado e só vai ser aberto lá dentro do sistema operacional. Mesmo se tiver uma interferência eletrônica não consegue ver o que foi digitado”, destaca o secretário de TI.
“Essas tecnologias internas foram mudando bastante, mas o conceito visual da urna não mudou muito, até para que você não tenha impacto no eleitor. Ele vê a urna a cada dois, se você chega com um modelo muito novo tem um impacto muito grande. Em Mato Grosso, nós estamos falando de 2 milhões de eleitores votando em apenas um dia. Se o conceito for muito novo você tem uma lentidão no processo, ocorrem erros, por isso o projeto é mantido e vamos mudando ela por dentro”, conta.
Os sistemas eleitorais são desenvolvidos dentro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e seis meses antes da eleição são abertos para que as instituições possam analisar e auditar o código, que é lacrado até a realização. “Se um bit (menor unidade de dado) daquele código for modificado, o número de identificação, o hash daquele código, vai ser alterado”, explica.
Os problemas de conectividade das urnas para transmissão de informações também vêm sendo resolvidos pela Justiça Eleitoral. Para a eleição municipal de 2020, a totalização dos votos, que até o momento deve ser feita pelos tribunais regionais e enviada ao TSE para compilação, passará a ser centralizada em Brasília.

Alta Floresta
nublado
21.1 ° C
21.1 °
21.1 °
97 %
1.9kmh
100 %
qui
34 °
sex
29 °
sáb
29 °
dom
29 °
seg
29 °

Últimas notícias

Artigos relacionados

NA ONDA BOLSONARISTA: Mauro diz que Flávio Bolsonaro é herdeiro da direita e sinaliza apoio

Pablo Rodrigo Gazeta Digital O ex-governador Mauro Mendes (União) classificou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como o ‘herdeiro’ da direita...

HOMEM QUE CAIU DE EMBARCAÇÃO: Bombeiros cessam buscas por turista desaparecido no Rio Juruena

Por Arão Leite Alta Floresta – Foram cessadas por parte do Corpo de Bombeiros, as buscas ao turista Marcelo...

SÉRIE B: Cuiabá vence a primeira e sai do Z-4

Gustavo Sampaio Jornal da Cidade O Dourado venceu sua primeira partida na Série B 2026. O triunfo veio contra o...

PEDIRÁ VOTOS PARA EX-GOVERNADOR: Alckmin será cabo eleitoral de Taques na disputa ao Senado e agenda visita a MT

Fred Moraes Gazeta Digital Vice-presidente da República e uma das principais lideranças nacionais do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Geraldo Alckmin...