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TRATAMENTO DIFERENTE: ‘Comigo os ataques são mais pesados’, diz Janaina sobre machismo na política

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Mariana Silva
Gazeta Digital
A deputada estadual Janaina Riva (MDB) atribuiu os “ataques e perseguições” contra ela ao machismo estrutural da sociedade. Segundo a deputada, o tratamento que ela recebe enquanto crítica de atos do governo estadual é muito mais “pesado” do que quando feito por políticos homens.
“É um viés de machismo institucionalizado, com certeza. Já falei disso em outros momentos. Eu que sou mulher, comigo os ataques são muito mais pesados. Se um homem fala, não tem o mesmo tratamento do que tem comigo quando eu falo sendo mulher. Isso aqui eu já vi várias vezes”, disparou.
Janaina citou a exemplo os deputados Wilson Santos (PSD) e Júlio Campos (União), que em suas palavras, fazem falas “super ácidas contra o governo” e não recebem as mesmas respostas. “Vocês não veem o mesmo ataque que eu sofro pra cima deles. Isso ninguém vê. Então, é claro que está relacionado ao fato de ser mulher. Isso para mim é óbvio”, enfatizou.
Esta semana, a deputada entrou em embate com o secretário da Casa Civil, Fabio Garcia (União), após fazer críticas a ele na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na quarta-feira (30). Janaina afirma que Garcia teria dito que não pagaria suas emendas parlamentares.
Em discurso inflamado, a deputada alegou perseguição e citou que não tem “medo dele, nem medo do governador e de nenhum secretário”. “Esse tipo de chantagem barata, ridícula e feita nas costas. Seja homem, fala isso pra mim que eu não gosto de molecagem. Eu sou mulher decente, tô fazendo aqui, desempenhando o meu papel. Não vem com molecagem para cima de mim. Ameaçazinha faz lá pra suas negas, faz pra lá. Não vem aqui fazer para mim”, pontuou.
Janaina disparou contra Fabio Garcia, afirmando que se as emendas não forem pagas, ele teria que enfrentá-la com muita força de uma forma que ele nunca viu. O secretário não se intimidou: “Se a senhora quiser me enfrentar, eu tô pronto. E mais, muito tranquilo”, rebateu.
“Primeiro que não é a senhora que vai me obrigar a pagar suas emendas. É a lei que já obriga ao executivo estadual ou federal a pagar as emendas impositivas. Portanto, todas as emendas serão pagas como vêm sendo pagas, como foram nos últimos dois anos. Agora, quando o executivo paga a emenda do parlamentar, aí a senhora não vai determinar. A senhora faz o seu trabalho lá e eu farei o meu trabalho aqui”, acrescentou.

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