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VACINAS ESTOCADAS: Fake news e negacionismo elevam mortes por covid em MT, alega secretário

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Jessica Bachega e Pablo Rodrigo
Mato Grosso ocupa as primeiras posições em número de mortes decorrentes da covid-19 e é um dos que menos imunizou sua população. O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, afirma que não faltam vacinas, porém a população ainda segue resistente em cumprir o cronograma vacinal.
Em entrevista na manhã desta quarta-feira (16), o secretário afirmou que o negacionismo é crescente e que vacinas estão paradas nos postos de distribuição e prefeituras. “O maior inimigo neste momento é a pandemia de fakenews e negacionismo”, asseverou o gestor.
De acordo com o secretário, será requerido ao Ministério da Saúde a redução no repasse de doses, visto que a capacidade de estoque é limitado. Pontua que não há possibilidade de perda de imunizantes e que se for preciso irá devolver ao ministério.
“Temos capacidade limitada. Tem cidades que não têm como armazenar por muito tempo certas vacinas que precisam de temperatura negativa”, afirmou o gestor. “Não há risco de perder vacinas, se vermos que está perto de vencer, fazemos a logística reversa, com retorno ao Ministério ou encaminhamento a outros estados”, esclareceu.
Gilberto Figueiredo afirmou que irá se reunir com secretários de saúde nos próximos dias para identificar em cada região o que está impedindo o avanço da vacinação e dar o suporte necessário, sendo até cogitado adiantamento de repasse para atenção básica.
“Existe vacina o suficiente. Existe cada vez mais um pensamento negacionista para afastar as pessoas dos postos de vacinação. Os secretário e prefeitos se desdobram para montar estratégias para cumprir o cronograma vacinal”, destacou.
O secretário afirmou que a única maneira de reverter esse quadro de alta nas mortes por covid é a população se vacinar.
Além de grande perda de vidas, há gastos exorbitantes com vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para quem tem sintomas mais graves devido à ausência de vacinas.
“Mudar estatística é vacinar pessoas. Nós lançamos o mais robusto programa de incentivo a vacina. Que é o imuniza MT. Agora não é o governo que aplica vacina. Ontem fui vacinado com quarta dose e fui no posto da UFMT que é administrado por Cuiabá”, informou.
Segundo o boletim epidemiológico, divulgado na tarde de terça-feira (15), foram 682.086 casos confirmados da covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 14.586 óbitos em decorrência da doença.

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