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Vereador Dida Pires propõe inclusão de tratamento clínico para pessoas em vulnerabilidade no Plano Plurianual

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Assessoria de Imprensa
Câmara Municipal
Durante a sessão ordinária da última segunda-feira (6), o vereador Dida Pires (Cidadania) fez um pronunciamento contundente sobre a situação das praças públicas e o aumento de pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente usuários de álcool e drogas. O parlamentar propôs a inclusão de ações de atendimento clínico e internação para dependentes químicos no Plano Plurianual (PPA) do município.
Em seu discurso, Dida destacou o agravamento da situação em espaços públicos, onde muitas pessoas vivem em condição de rua ou em risco social. Ele cobrou uma atuação mais firme da prefeitura, em parceria com o Ministério Público e a Assistência Social, para realizar um diagnóstico preciso e implementar soluções efetivas.
“A prefeitura deve novamente atuar junto ao Ministério Público e à Assistência Social para fazer um estudo sobre as pessoas que estão naquela situação de vulnerabilidade, algumas em situação de sem teto ou em condição de risco”, afirmou o vereador. “É necessário ampliar as ações, pois muitas dessas pessoas ficam ociosas, o que leva à bebedeira, uso de drogas e outras consequências graves. Essa realidade tem trazido situações trágicas ao nosso município.”
Dida Pires formalizou a solicitação para que o Plano Plurianual, principal instrumento de planejamento de médio prazo da gestão pública, contemple metas e ações voltadas ao atendimento dessas pessoas. Segundo ele, muitas famílias não têm recursos para arcar com os custos de tratamento.
“Minha proposta é incluir nas metas e ações do PPA um plano para atendimento de pessoas em vulnerabilidade, cujas famílias não têm condições de oferecer ajuda, principalmente usuários de drogas e álcool”, explicou. “A ideia é que a prefeitura atue com atendimento clínico e internação, quando necessário. Muitas vezes as famílias querem ajudar, mas não têm condições financeiras.”
O vereador também defendeu a celebração de convênios com clínicas privadas especializadas no tratamento de dependência química e alcoolismo, prática já adotada por outros municípios, segundo ele. A medida permitiria internações voluntárias e compulsórias, com respaldo orçamentário previsto.
“Se essa medida estiver prevista no PPA e no orçamento, com a fonte de recursos assegurada, será possível realizar esse atendimento. Hoje, o custo médio de internação é de cerca de R$ 2.500,00 por mês e o tratamento leva em média seis meses. Em muitos casos, só uma clínica fechada pode oferecer o tratamento adequado”, argumentou. “Isso também tira essas pessoas das ruas, garantindo dignidade a elas e tranquilidade à população.”

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