Por Arão Leite
Alta Floresta – Maraísa Soares, 42 anos, mãe de um menino de sete anos, casada, morreu final de semana após cerca de um ano e meio de luta contra um câncer. A doença foi diagnostica em 2025 quando o desespero tomou conta a guia de pesca, dos familiares e amigos, mas em seguida um tratamento pesado em Cascavel no Paraná renovou esperança de vida da pescadora esportiva muito renomada no estado e reconhecida nacionalmente.
Casada com o construtor e pescador esportivo Japão, Maraísa era exemplo de superação e vontade de viver, para seguir um projeto de montar grupos de pescadoras esportivas e, principalmente, cuidar do filho de sete anos. Mas a doença que parecia ter sido erradicada após cirurgia no Paraná, voltou tempos depois a apresentar vestígios. Em nova etapa do tratamento, já em Cuiabá, ela seguiu com seções pesadas de quimio, exames até que foi diagnosticada com enraizamento do câncer também no pâncreas. Já nos últimos meses de 2026, quando se pensava em remoção do tratamento para Barretos, os médicos teriam sinalizado que a situação era bem delicada, que já não poderia se fazer muito.
Na semana passada e sempre consciente de tudo, Maraísa, já bastante debilitada, pediu para passar alguns dias no Rio Teles Pires, sua grande paixão. Mas pouco tempo lá os amigos e familiares precisaram retornar com a guia de pesca que foi internada em um hospital particular onde acabou falecendo na madrugada de sábado, 19 de setembro. O corpo foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade, em momento de muitas homenagens, choro e comoção.
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