Vinicius Mendes e Pablo Rodrigo
Gazeta Digital
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) concluiu a votação para montagem da lista tríplice do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para a vaga de desembargador pelo Quinto Constitucional. Agora a lista será encaminhada ao governador Mauro Mendes (União) para a sua livre escolha e nomeação do novo magistrado da Corte Estadual.
Encabeça a lista o promotor de Justiça Wesley Sanchez Lacerda, que vem atuando pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), que atuam em crimes de evasão fiscal no Estado. Ele teve 29 votos dos desembargadores. Em segundo ficou a procuradora de Justiça Eunice Helena Rodrigues de Barros, que havia sido a mais votada pelo Conselho Superior do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Ela tem o apoio amplo dos membros do MP Mato-grossense.
Fecha a lista Marcos Regenold, o atual coordenador do Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco), órgão responsável por investigar agentes com foro de prerrogativa de função, como prefeitos, vereadores, deputados e secretários. Já a promotora de Justiça Lindinalva Correia Rodrigues ficou de fora da disputa.
Agora, a Corte Estadual encaminhará a lista para análise do governador Mauro Mendes, que terá que escolher um dos 3 e nomear o novo magistrado da Corte Estadual.
Nos bastidores, a informação é de que a disputa estaria bastante acirrada, com uma leve vantagem para Reginold. Conhecido por ser linha dura no combate ao crime de colarinho branco, o promotor se destacou no meio jurisdicional com atuações de destaque no Gaeco envolvendo grandes operações no Estado. Atualmente no Naco, vem conduzindo com o mesmo empenho.
Já Wesley Sanchez Lacerda, também tem se aproximado do governo Mauro Mendes por conta de sua atuação no Cira, no combate aos crimes de sonegação e evasão fiscal. Eunice tem o amplo apoio dos membros do Ministério Público, além do fato de ser a única mulher a disputar o cargo pelo MP.
A abertura da vaga para desembargador ocorreu no início do mês. Ao todo serão 9 vagas para desembargadores, com objetivo de atender o aumento dos processos ajuizados nos últimos anos. Ao todo, 7 destas vagas serão destinadas à magistratura (juízes) e duas ao Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Estas cadeiras são garantidas pelo Quinto Constitucional, norma prevista na Constituição Federal que determina que 1/5 (um quinto) das vagas em determinados tribunais deve ser preenchida por advogados e membros do Ministério Público e não só por juízes de carreira.
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