Mikhail Favalessa
Rd News
O ex-senador Júlio Campos (DEM) criticou o que chamou de “letargia” dos governos do Estado e Federal em relação à crise ambiental vivida em Mato Grosso. Júlio fez a fala na terça (15) durante lançamento da candidatura de Nilson Leitão ao Senado, de quem ele será primeiro suplente. Mais de 15% do Pantanal já foi consumido pelo fogo e há investigações sobre o início das queimadas por ação humana.
A resposta foi dada a uma pergunta sobre quais devem ser as questões mais debatidas durante a campanha para a eleição suplementar ao Senado, a ser realizada em 15 de novembro.
“Em Mato Grosso nós estamos vivendo um momento difícil, que é o problema ambiental, o problema dos incêndios que estão ocorrendo… a letargia do Governo do Estado, do Governo Federal, das autoridades constituídas em nos socorrer neste momento de dificuldade que vive o Estado”, declarou.
Júlio é do mesmo partido do governador Mauro Mendes (DEM) e também de seu próprio irmão, Jayme Campos (DEM), sendo parte da base de apoio do governo estadual. Houve atritos na sigla durante as discussões para escolha dos candidatos, tanto na suplementar ao Senado quanto nas municipais.
O ex-senador chegou a registrar candidatura para a suplementar quando ela estava marcada para abril. Porém, com o adiamento em razão da pandemia do coronavírus, acabou recuando e fechando acordo para a suplência de Leitão.
“Vou fazer do Nilson não só o senador do Nortão, mas o senador de todo o Mato Grosso. A minha presença representa a baixada cuiabana, a região Oeste, o Araguaia, onde eu tenho muita penetração, com certeza a minha presença como primeiro suplente dessa chapa reforça muito não só a candidatura de Nilson e a possibilidade de sua vitória, como também a sua atuação Senado. Eu já fui senador, conheço aquela Casa e posso ajudar muito Nilson a fazer um grande trabalho como senador da República”, disse no evento de ontem.
Campos defendeu que a atuação da chapa de Leitão no Senado, caso seja eleito, deve priorizar questões de infraestrutura, em especial ferrovias. Citou ainda que o segundo suplente, José Marcio Guedes (PL), colabora ao trazer apoio da região de Rondonópolis e Jaciara.
“Temos que trazer a infraestrutura principal que é a ferrovia, não só ligando Rondonópolis, Cuiabá até Sorriso, como também Sinop a Santarém, via Miritituba. Então nós temos certeza absoluta com essa produção imensa que Mato Grosso tem hoje, que começou no meu governo, quando asfaltei a BR-163, asfaltei a BR-070, asfaltei a BR-364, fazendo 2 mil km de asfalto em 4 anos de governo. Isso, agora, a estrada não é suficiente, mesmo duplicada. Nós temos que trazer a ferrovia e a ferrovia do nortão e a ferrovia para o sul, a integração de Mato Grosso pelo sistema ferroviário”, afirmou.
AMBIENTE EM CHAMAS: Júlio critica “letargia” de Estado e União por crise ambiental no Pantanal de MT
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