
Por Arão Leite
O ex-delegado de Polícia Civil, Arnaldo Agostinho Sotanni, que atuou entre 2006 e 2008 no município de Alta Floresta, pode ser o piloto de uma aeronave derrubada pela Força Aérea Brasileira, em ação na região de Juara. O fato teria ocorrido na terça-feira e começou a repercutir nesta quarta-feira quando autoridades como Polícia Civil e Polícia Técnica repassavam informações do local onde o avião caiu após ‘caçada no ar’ da FAB.
Como ocorreu
A queda de uma aeronave em região remota e de difícil acesso, distante cerca de 80 km da cidade de Juara, mobiliza as forças de segurança e as primeiras informações apontam que a aeronave era pilotada pelo ex-delegado de Polícia Civil Arnaldo Agostinho Sottani, 53 anos, que teria morrido carbonizado.
As informações oficiais apontaram que equipe formada por peritos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), policiais civis e soldados do Corpo de Bombeiros conseguiram chegar ao local da queda da aeronave por volta das 18h de terça-feira (2), quando iniciariam os trabalhos periciais.
Conforme noticiado pela imprensa local, a aeronave de pequeno porte caiu na comunidade rural Portal do Céu, seguindo de Juara sentido ao distrito de Paranorte, no início daquela manhã. Ela teria sido interceptada pela Força Aérea Brasileira (FAB) e por não apresentar plano de voo e não atender às ordens foi atingida, conforme a Lei do Abate, que autoriza a FAB a destruir aeronaves que invadam o espaço aéreo de forma irregular e representem ameaça à segurança nacional.
Em razão da distância do ponto do acidente aéreo e a dificuldade de acesso, o delegado Carlos Henrique Engelmann assegurou que somente na manhã de quarta-feira (3) poderiam ser repassadas informações oficiais sobre a investigação no local do acidente.
De acordo com informações da Politec, a queda de uma árvore no percurso atrasou o grupo. Mas, mesmo sem confirmação pelos órgãos oficiais da Segurança Pública, durante todo dia as informações de bastidores apontavam para o ex-delegado, que estaria atuando novamente no tráfico aéreo.
Envolvimento com o tráfico
No dia 26 de setembro de 2016, Sottani foi preso no município de General Carneiro (442 km a leste), transportando 150 quilos de cocaína em um avião. Ele tentou escapar ao cerco policial e levantar voo em uma pista clandestina, mas foi ferido por um disparo de fuzil em uma das pernas, após trocar tiros com policiais que participavam de uma operação conjunta. Outros três integrantes do bando foram presos no local.
Em março de 2021, foi preso pela Polícia Civil de Minas Gerais, sob a acusação de lavagem de dinheiro, ao tentar comprar uma aeronave no valor de R$ 260.040,00 em dinheiro. Nas redes sociais, mantém anúncio de escritório de advocacia. (com informações de SILVANA RIBAS A Gazeta)




