Gustavo Sampaio
Jornal da Cidade
A Seleção Brasileira está eliminada da Copa do Mundo de 2026 na fase de oitavas de final e o Brasil chega ao maior jejum de títulos de sua história, são 26 anos sem um título -o último conquistado em 2002- que agora só poderá ser pleiteado em 2030, quando a Copa do Mundo completará seu centenário, e a Seleção Brasileira amargará 30 anos desde a última conquista.
A queda diante da Noruega é a sexta seguida para seleções da Europa, e a campanha de 2026 é a pior desde o Mundial de 1990, quando o Brasil também foi eliminado nas oitavas de final.
A tônica do jogo refletiu o estilo que Ancelotti adotou para a Seleção nesta Copa do Mundo, deixando o adversário com a bola e apostando nas transições rápidas em velocidade, o Brasil só pressionava no tiro de meta e quando perdia a bola no último terço de campo, situações que geraram perigo em três oportunidades, todas defendidas pelo inspirado goleiro Nyland.
A Noruega assustou primeiro e marcou com Berg, mas foi pego um impedimento no início da jogada. Na sequência o Brasil conseguiu um pênalti, incialmente não marcado em cima de Matheus Cunha. O VAR interviu e o árbitro do jogo assinalou a penalidade. Bruno Guimarães foi para a cobrança e a execução não saiu da melhor forma, facilitando a defesa de Nyland.
Daí pra frente o jogo era com a Noruega com a posse, o Brasil não pressionava, quando conseguia roubar a bola fazia a transição rápida, pouco para quem quer a sexta estrela.
Endrick entrou no lugar de Matheus Cunha no segundo tempo, e alguns minutos depois, Vini Jr deixou o garoto na cara do gol, mas faltou qualquer coisa ao camisa 19, a bola escapou e finalização foi pra fora.
E Halaand? O centroavante norueguês foi bem marcado até os 35 do segundo tempo, quando em uma jogada pela esquerda, Endrick e Danilo não pressionaram um único jogador da Noruega que tinha a bola, saiu o cruzamento e Magalhães (mais uma vez) longe do seu marcador, Halaand, que não perdoou. Em um movimento rápido, atropelou o defensor da Seleção e abriu o placar. O Brasil “acordou”, resolveu ter posse de bola no campo ofensivo e fazer pressão, faltando apenas 10 minutos. Em um contra-ataque, Halaand recebeu a bola na entrada da área, outra vez sem pressão, teve tempo de dominar e olhar onde estava Alisson antes de soltar uma bomba de perna esquerda para adiar de vez o sonho do hexa.
Neymar já estava em campo, em poucos minutos criou duas chances para seus companheiros, impôs um limite quando Odegaard começou a exagerar em firulas e não se intimidou quando o goleiro Nyland quis tumultuar a penalidade em cima de Casemiro. Neymar marcou, e provavelmente se despede da Seleção no mesmo estádio onde sua história começou, o MetLife Stadium, que também será palco da final da Copa.
A Seleção Brasileira se despede da Copa de 2026 de forma precoce. Foram 3 vitórias, 1 empate e 1 derrota, uma campanha e um futebol aquém do que merece a camisa do Brasil.
Jogadores como Alisson, Ederson, Weverton, Danilo, Marquinhos, Casemiro, Alex Sandro, Douglas Santos, Fabinho e Neymar podem até começar o novo ciclo para o Mundial de 2030, mas todos terão mais de 35 anos e dificilmente estarão na próxima Copa do Mundo.
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