Instituto deve ter bloqueio de pelo menos R$ 600 mil este ano após medida do MEC
Por Arão Leite
Alta Floresta/MT – O anúncio de que o Ministério da Educação vai bloquear ou mesmo cortar parte do orçamento de universidades e institutos federais deve provocar manifestações por todo o Brasil. O Governo Federal tem tentado se explicar, mas por todo o Brasil onde a rede federal inclui mais de 60 universidades e quase 40 institutos o caos está praticamente instalado. Alta Floresta, extremo norte de Mato Grosso onde o IFMT atende ensino médio e superior, estudantes devem vestir o preto do luto nesta terça-feira, dia 7 de maio.
O IFMT, Campus de Alta Floresta ainda tem muitas obras a serem concluídas e conforme as informações já repassadas a estudantes, com o corte anunciado pelo governo federal a instituição ficará sem pelo menos R$ 600 mil reais que eram previstos dentro do orçamento deste ano.
A manifestação deve seguir a programação de instituições federais de ensino por todo o país onde o MEC anunciou corte de R$ 5,8 bilhões do orçamento. A ação do governo federal é vista como retaliação por muitas universidades e também como retrocesso no setor educacional que precisará rever toda a sua programação e cronograma de investimentos para 2019.
Por outro lado, o governo federal através do secretário de educação superior do MEC, Arnaldo Jabor de Lima Junior, procura minimizar dizendo que os cortes são em despesas não prioritárias, justificativa não aceita pelas universidades e também institutos atingidos em todo o Brasil.
Lima de qualquer forma, garante que o bloqueio pode ser revertido, caso a economia possa melhorar. Em entrevista à TV Globo, ele fez algumas ponderações, alegando que a redução no orçamento é uma ação ‘preventiva’.
“Por que nós estamos fazendo isso? Nós temos um cenário econômico diferente dos outros anos, porque a gente pode ter uma surpresa positiva em relação às receitas, e isso faz com que o Ministério da Economia reavalie a sua programação orçamentária, que reflete nos ministérios”, disse ele.
Questionado se ele se referia à aprovação da Reforma da Previdência, ele afirmou que sim. “A gente espera que, se a Reforma da Previdência for aprovada, a gente tenha um cenário positivo na economia, que reflete um reforço de arrecadação. Daí a gente pode ter uma folga no orçamento das universidades, caso seja identificado no segundo semestre”, finalizou.
(fonte: Globo)




