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CRISE DO CORONAVÍRUS: Apesar de queda na arrecadação Mauro diz que MT vai passar maio “tranquilo”

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Andhressa Barboza
RD News
O governador Mauro Mendes (DEM) considera que o Estado está organizado e acredita que “vai passar maio com tranquilidade”. Apesar da crise que já levou à queda de 17% na arrecadação de ICMS no último mês, Mauro considera que as ações do ano anterior, como a reforma administrativa, levaram o Estado a ter menos gastos e mais receita. “Fiz um arrocho em 2019 e podemos passar por essa situação”.
Ele reconhece que “não dá para dizer que passaremos incólumes”. Por um lado, entende que o agronegócio é importante para manter o equilíbrio econômico. Por outro, considera que apesar do bom desempenho do setor, isso se deve ao fato de alguns países estarem comprando muito para estocar, o que pode refletir em uma queda na exportação de produtos mato-grossenses no próximo ano.
Se depender do agronegócio, o setor é otimista e 30% da próxima safra (2020/2021) já estava vendida até maio. No mesmo período do ano passado não chegava a 8%. O Estado teve safra recorde em 2020 e contabilizou 35 milhões de toneladas, com projeção para exportar 20,7 milhões de toneladas.
O otimismo de Mauro veio após participar de reunião, na manhã de quinta (21), com os governadores, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (MDB), e o da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).
Em entrevista à CNN, no mesmo dia, o governador de Mato Grosso disse ter ficado “bastante feliz” e elogiou a postura “propositiva” de Bolsonaro que ainda não sancionou o projeto aprovado pelo Congresso e prevê a ajuda aos Estados e municípios.
Se mantida a proposta aprovada, Mato Grosso pode receber a maior parcela entre os Estados do Centro-Oeste. Ao todo, o valor é de R$ 1,3 bilhão ao Estado e R$ 1,1 bilhão aos municípios, em quatro parcelas. O auxílio emergencial deve ser utilizado em ações de combate à pandemia da Covid-19. A proposta ainda prevê congelamento de salários dos servidores por até dois anos.
Outro item que deixou o governador na expectativa trata do acordo quanto aos repasses da Lei Kandir. O tema, que ficou 20 anos para ser definido, foi homologado pelo Supremo na quarta (20) e, quando entrar em vigor, Mato Grosso terá direito a R$ 6,5 bilhões. Apesar disso, para se tornar realidade, ainda depende de um longo caminho de debates e votações, por exemplo, no Congresso.

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