Olhar Direto – Jardel P. Arruda
Uma ala do grupo que apoia a pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Palácio Paiaguás defende, nos bastidores, que a manutenção do senador Jayme Campos (União) na disputa ao Governo pode funcionar como “atalho” para empurrar a eleição ao segundo turno e dar mais tempo para Pivetta ampliar conhecimento popular antes do duelo direto com o senador Wellington Fagundes (PL), hoje líder nas pesquisas.
A leitura parte do cenário medido por pesquisas, a mais recente da Percent Brasil entre 9 e 17 de fevereiro: Wellington apareceu com 25% na estimulada, seguido por Jayme (15%) e Pivetta (14%), enquanto Natasha Slhessarenko (7%) e Sargento Laudicério (6,5%) vêm na sequência. O levantamento é registrado no TSE sob o nº BR 08543/2026 e no TRE-MT sob o nº MT 06846/2026, com 1.200 entrevistas presenciais e margem de erro de 2,83 pontos percentuais, com 95% de confiança.
Desde 2025, o governador Mauro Mendes (União) tem sinalizado apoio pessoal a Pivetta e, ao mesmo tempo, segue como presidente do partido em Mato Grosso, tendo Jayme como primeiro vice-presidente, o que torna a acomodação dos dois projetos uma disputa interna sensível. É nesse ambiente que surgem duas correntes no campo pró-Pivetta: Uma delas prefere Jayme no páreo para elevar a chance de segundo turno, avaliando que Pivetta ganharia tempo de campanha para “contar história” e crescer no interior do Estado e em Cuiabá. Nesse raciocínio, Mauro poderia ser candidato ao Senado dentro do União, mas com liberação para apoiar Pivetta ao invés de Jayme. Dentro dessa lógica, aliados citam até a hipótese de reorganização partidária caso a disputa se radicalize, com a migração do grupo de Mauro para o PRD para preservar o controle político do projeto, deixando o União sob comando de Jayme e empurrando o senador a sustentar candidatura própria.
Já outra ala defende o oposto: costurar em março um acordo para que Jayme tenha uma saída honrosa e passe a apoiar Pivetta desde o início, em troca de espaço político e participação no desenho eleitoral. A aposta é que, com Pivetta no comando do Palácio Paiaguás após a desincompatibilização de Mauro em abril, o grupo ganhe musculatura e, com Jayme “dentro”, exista margem para reduzir a dispersão de votos e tentar liquidar a disputa no primeiro turno. Nos bastidores, esse grupo usa como precedente o ciclo de 2010, quando Silval Barbosa assumiu o governo após a renúncia de Blairo Maggi para disputar o Senado e virou o jogo até vencer no primeiro turno, mesmo tendo aparecido atrás nas leituras iniciais do cenário. O jantar entre Mauro Mendes e Jayme Campos na semana passada foi o início da construção de uma solução que passa por essas abordagens. A tendência é que haja uma definição até o fim de março, antes do fim da janela partidária.
DEFINIÇÕES EM MARÇO: Ala de Pivetta vê Jayme no páreo como ‘atalho’ para 2º turno; outra aposta em vitória no 1º turno
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