terça-feira, 30 junho, 2026
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´Desleixo´ pode aumentar casos de Covid na eleição, diz secretário de saúde de MT

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Kamila Arruda/Diário de Cuiabá
O secretário de Saúde do Estado, Gilberto Figueiredo (DEM), acredita que o número de casos de Covid-19 em Mato Grosso deverá aumentar por conta do processo eleitoral.
O democrata, inclusive, criticou o “desleixo” de alguns prefeitos.
“Eu temo por isso, sempre disse isso. Qualquer aglomeração que intensifique o contato entre as pessoas, considerando que se trata de um vírus que é transmitido pelas pessoas, e elas relaxando nas medidas de proteção, vai aumentar o número de casos. Isso e certeza absoluta”, afirmou.
O secretário de Saúde observou que muitos estão “jogando a toalha” por ser final do mandato e não estarem disputando a reeleição no pleito deste ano.
“Muitos dos prefeitos que talvez nem são candidatos já estão jogaram a toalha. Faltam dois meses só para acabar o seu mandato. Muitos já não estão fazendo atendimento, não estão comprando remédio. Infelizmente, o processo eleitoral, em plena pandemia, é mais um coadjuvante que agrava a situação e traz mais dificuldade”, disse Figueiredo.
Para ele, muitos políticos esqueceram da pandemia, justamente por conta do processo eleitoral.
“Temos, nesse momento, uma série de eventos eleitorais, por conta da campanha, que estão aglomerando pessoas, Praticamente, a gente está vendo que não existe mais preocupação com a pandemia. Os bares estão lotados, as casas noturnas estão lotadas, festas pra todo lado…”, completou.
Apesar disso, o secretário afirmou que, por enquanto, as estatísticas referente ao vírus estão estáveis em Mato Grosso.
“A média no Estado tem se mantido estável – de 500 a 700 casos por dia. A infecção vai continuar existindo, nós não temos a maioria da população infectada. Quanto mais aglomeração e flexibilização nos aspectos ligados a isolamento domiciliar, amplia a infecção das pessoas”, colocou.
Gilberto Figueiredo, entretanto, disse que o poder público está preparado para realizar os atendimentos necessários, tendo em vista que o Sistema Único de Saúde encontra-se melhor estruturado do que no começo da pandemia.
“O importante é que nós temos capacidade hospitalar melhor do que no início da pandemia. Hoje, a nossa taxa de ocupação é menor de 40% nos leitos de UTI. Temos mais de 200 leitos de UTI vazio de pacientes de Covid”, completou.

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