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EM CIMA DA HORA: Funcionários do HRAF questionam teste seletivo e ganham apoio da Câmara

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Casa de Leis deve propor nova data e ainda que atuais servidores sejam mantidos

Por Arão Leite
Alta Floresta/MT – Dia 19 encerram as inscrições para o teste seletivo anunciado para preenchimento de 198 vagas no Hospital Regional de Alta Floresta. Mas o fato virou polêmica essa semana e foi parar na Câmara de Vereadores.
Dezenas e servidores que já atuam na unidade de saúde foram à sessão e pediram apoio aos legisladores. Enfermeiros, técnicos de enfermagens, maqueiros e outros servidores temem prejuízo para concorrerem aos cargos, devido principalmente a falta de tempo para estudar e ainda, por a maioria, no dia 30 de junho, data da prova, estar de plantão trabalhando e não vai poder fazer o teste. O receio maior segundo eles, é a demissão automática se não fizerem as provas ou até mesmo uma colocação ruim na classificação.
Cristiam Lima, do sindicato dos bancários em Mato Grosso, mas também representante de outras categorias como educação, saúde, correios no extremo norte, disse que os trabalhadores não podem ser penalizados, principalmente devido ao tempo muito curto e que poderia ser estudada outra forma de aplicar o teste seletivo sem prejudicar os servidores que já estão atuando. Lima comentou inclusive que poderia ser feito teste apenas para as vagas em aberto que são menos de 40.
Na Casa de Leis, praticamente todos os vereadores manifestaram apoio. O vereador Tuti, por exemplo, usou até a frase entrar com embargo se necessário, caso os funcionários não tenham o apelo atendido ou sejam prejudicados. “Vamos apoiar os funcionários sim”, resumiu.
O presidente da Casa de Leis, vereador Emerson Machado, foi enfático e muito aplaudido ao dizer que é da opinião de deixar a permanência dos atuais servidores e que seja feito apenas um teste seletivo para novos funcionários. “Tem muita gente ali com 10 ou até 20 anos de trabalho. A experiência conta muito e são pessoas que de repente, devido a falta de tempo para estudarem para esse processo, podem ser penalizadas e por outro lado, a população ficar sem um bom profissional”, analisou.
A proposta seria levada para reunião com o Escritório Regional de Saúde e também documentos devem ser encaminhados a deputados e ao governo do estado.
Outro lado
Lucia Tizo, diretora do Hospital Regional, não deu entrevista sobre o assunto, mas em conversa informal, por telefone, disse que a intenção é preenchimento de vagas e já antecipar a garantia de teste geral, pois “maioria dos contratos já está vencendo”, completou Lucia que está agora em viagem para Cuiabá e só deve retornar na segunda-feira.

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