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Entidades cobram melhorias e transparência da Energisa

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Lindomar Leal
Assessoria de Imprensa
Câmara Municipal
A Câmara Municipal de Alta Floresta promoveu, na manhã de quinta-feira (30), uma Audiência Pública para discutir os serviços prestados pela Energisa no município e na região. O encontro reuniu vereadores, representantes de entidades de classe, autoridades e o Ministério Público, que debateram as constantes oscilações, quedas de energia e a falta de transparência da concessionária em relação aos investimentos prometidos.
Durante a audiência, representantes de diferentes setores da sociedade civil organizada reforçaram a necessidade de articulação entre as instituições locais para cobrar ações efetivas da empresa e garantir a melhoria dos serviços prestados à população e ao setor produtivo.
A vice-presidente da 8ª Subseção da OAB de Alta Floresta, advogada Alana Gabi Sicuto, destacou a importância da audiência como espaço de escuta da comunidade e de construção de medidas concretas de cobrança.
“Este é um espaço destinado para que a população possa trazer as suas demandas. A audiência pública tem exatamente esse objetivo: escutar os anseios e as reclamações da comunidade”, afirmou.
A representante da OAB relatou casos recorrentes de falhas no fornecimento de energia e criticou a ineficiência das respostas administrativas da concessionária. Segundo ela, nem mesmo procedimentos abertos junto ao Ministério Público resultaram em melhorias efetivas.
“Falo não apenas como representante da OAB, mas como cidadã e usuária do serviço público, que enfrenta as mesmas dificuldades. Não é uma reclamação isolada, é um problema geral da população”, completou.
Alana ressaltou que a Energisa, enquanto concessionária, tem obrigação legal de prestar um serviço de qualidade e eficiente, conforme determina o Código de Defesa do Consumidor e a legislação que rege os serviços públicos.
O presidente da Associação Alta-Florestense das Empresas Loteadoras (AAEL), Rodrigo Arpini, apresentou uma série de questionamentos à Energisa sobre o cumprimento das promessas feitas há um ano, quando a empresa anunciou reforços na capacidade energética de Alta Floresta.
“Do dia 30 de julho ao dia 1º de outubro, registrei 11 quedas de energia em minha casa. Isso mostra que o problema persiste e que nada foi feito”, afirmou.
Arpini cobrou esclarecimentos sobre três pontos principais: o plano de trabalho anunciado pela Energisa em 2024, os investimentos previstos de R$ 15 milhões para o município e a criação de um grupo de trabalho para acompanhar as ações da empresa — temas que, segundo ele, permanecem sem resposta.
“Esses esclarecimentos são fundamentais para que o setor produtivo compreenda o andamento dos investimentos e possa cobrar resultados. Até o momento, nada foi feito”, pontuou.
O representante da AAEL e também vice-presidente da CDL destacou que o diálogo institucional precisa ser fortalecido e que as entidades locais devem ter acesso a informações transparentes e verificáveis.
“Sem dados concretos, não há como cobrar. Precisamos saber o que está sendo feito, quanto foi investido e quais melhorias estão sendo entregues”, concluiu.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Alex Cavalheiro, lamentou a ausência de representantes superiores da Energisa na audiência.
“O que faltou aqui foi a Energisa. O Romério faz um bom trabalho operacional, mas não tem poder de decisão. A empresa precisa estar presente para responder aos questionamentos”, criticou.
Alex também ressaltou que empresas privadas locais enfrentam a concorrência e precisam oferecer qualidade para sobreviver, enquanto as concessionárias operam sem concorrência, mesmo prestando serviços insatisfatórios.
“Enquanto o comércio luta para atender bem o cliente, as empresas de serviço público impõem condições. Ou você paga, ou fica sem. E o atendimento continua ruim”, comparou.

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