Bugio foi atração ao‘pegar carona’ em embarcação após passar sufoco nas águas do Teles Pires
Por Arão Leite
Alta Floresta/MT – O município de Alta Floresta, polo turístico do extremo norte de Mato Grosso, tem a cada ano atraído mais visitantes do Brasil e do Mundo. Estar ao meio da floresta amazônica, apreciar bichos, vegetação, ar puro, curtir alguns dias pescando e brigando com os gigantes ou vorazes peixes esportivos do Rio Teles Pires, faz parte do cardápio oferecido pelas pousadas em seus pacotes. Histórias inusitadas como o resgate de um macaco bugio que não conseguiu atravessar o majestoso “Telão’, está agora guardada na memória e em vídeo pelo guia José Alvez Souza, para o resto da vida.
Mas ele faz questão de dizer que quem guarda ainda mais o momento de pura emoção é o empresário José Renato Borella Chignallia, dono de uma rede de lojas no estado de São Paulo e que no mês de julho era integrante de um grupo que chegou para pescar na região e no terceiro dia de pesca, após mais algumas horas de fisgar e soltar muitos peixes, retornava à base ao ver no meio do Teles Pires, um macaco tentando atravessar, mas cansado devido as fortes correntezas e distância para onde pretendia seguir. “Ele estava há uns 15 a 20 metros de onde pulou. Tentou fazer com que voltasse, mas ele queria atravessar e era uns 200 metros até a outra margem do trecho, tinha correnteza forte e ele foi cansando. Passavam outros barcos ali, tiraram fotos e seguia, mas resolvi ajudar”, conta o guia, popularmente conhecido como Neco.
Há 17 anos trabalhando como piloteiro de barco e guia da pesca esportiva, Neco ainda não tinha se deparado com situação semelhante. Mas diz que se não tentasse tirar o macaco da água, talvez ele não sobrevivesse. Joguei o remo. Mas não deu certo. Depois fui tentando com o colete salva-vidas, até que ele segurou e eu fui puxando”, conta o guia, sendo filmado pelo turista que ria e se emocionava. “Olha só que macaco safadão, pegando carona. Não acredito”, admirava o empresário.
O macaco acabou sindo no barco, provocando certo medo ao guia e ao empresário, mas não atacou ninguém e só esperou o tempo da embarcação chegar até a beira para saltar e seguir seu caminho, agora seguro, mas pulando de árvore em árvore. “Fiquei feliz e o turista mais ainda. E isso é bom porque a pessoa veio conhecer a região e gostou. É o que devemos fazer, preservar e atrair ainda mais gente”, contou o guia, guardando sua história para futuras gerações. “Agora é esperar novas turmas e novas histórias”, comentou.
Conheça mais o Bugio
Alouatta é um gênero de macaco do Novo Mundo da família Atelidae, subfamília Alouattinae, popularmente conhecidos por macaco-uivador, bugio, guariba ou barbado. A taxonomia do gênero é complexa, e envolve a classificação em três grandes complexos específicos: A. palliata, A. seniculus e A. caraya





