Gustavo Sampaio
Jornal da Cidade
Pagou e cobrou!
O Cuiabá quitou integralmente a dívida de aproximadamente R$ 5,5 milhões com o técnico português Petit e sua comissão técnica, referente à condenação determinada pela Fifa. Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira, o clube confirmou o pagamento e aproveitou para cobrar providências sobre valores que afirma ter a receber de outras equipes do futebol brasileiro.
Segundo o comunicado, o montante foi pago com recursos próprios e comprometeu de forma significativa o caixa do clube em 2026. O Cuiabá afirmou que o dinheiro poderia ter sido destinado ao elenco profissional, às categorias de base e à estrutura da instituição. Com a quitação, a restrição de registro de atletas imposta pela Fifa foi encerrada.
Não deixou saudade
Os valores pendentes estavam relacionados a saída do treinador Petit do comando técnico do Dourado, em agosto de 2024. Na ocasião, o treinador português deixou o cargo depois de uma reunião com a diretoria. O contrato tinha validade até 31 de dezembro de 2025.
Em agosto deste ano, o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, confirmou em entrevista que o clube havia sofrido um transferban por parte da FIFA por causa da dívida. Na época, o presidente Cristiano Dresch atribuiu a situação a valores que o clube aguardava receber de outras equipes brasileiras.
— O Cuiabá não teria chegado a essa situação se não fosse os calotes que sofremos do Corinthians, do Santos, do Grêmio e do Atlético-MG. Como que um clube que tem mais de R$ 42 milhões a receber passa por essa situação? Vou dar um jeito de pagar — declarou o dirigente na ocasião.
Ficou na bronca
No comunicado, o Dourado afirma que não questiona a obrigação de cumprir decisões, mas criticou as regras aplicadas às rescisões antecipadas de contratos de treinadores. Segundo o comunicado, a legislação desportiva brasileira prevê o pagamento integral dos salários restantes do vínculo, sem considerar o tempo de serviço ou as circunstâncias do encerramento do contrato.
O Cuiabá defendeu a revisão desse modelo junto às instâncias competentes e às entidades do futebol. Na avaliação apresentada pelo clube, as regras podem gerar obrigações financeiras elevadas e comprometer o planejamento das equipes.
A diretoria também voltou a cobrar medidas para receber valores pendentes de outros clubes. De acordo com a nota, o Cuiabá tem cerca de R$ 45 milhões a receber por negociações já concluídas e não pagas.
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