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GREVE DEVE CONTINUAR: Sintep sinaliza para a continuidade da greve em Mato Grosso

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Sindicato diz que Mauro Mendes mente ao alegar falta de recursos para aumento

Jornalista Jonas Jozino
A análise de conjuntura do Conselho de Representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) ontem, quinta-feira (11.07) debateu o cenário da greve estadual destacando a falácia do governo em insistir na falta de recursos para assegurar o cumprimento da Lei 510/2013 e avançar nas negociações para o fim da greve.
Há 46 dias em greve, apesar do salário cortado, os profissionais dão a demonstração de resistência frente a truculência do governo em não negociar, nem mesmo com a mediação da Assembleia Legislativa. Um documento elaborado pelos parlamentares, constatando a existência de recursos para assegurar a integralidade do percentual da Lei, os 7,69%, fortalecem o movimento paredista.
Nesta sexta-feira (12.07), a Assembleia Geral irá avaliar os encaminhamento retirados durante os dois dias de Conselho. Contudo, o presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira, avalia que pelas respostas dos municípios em Assembleias locais, apontam para a continuidade da greve. “O balanço que fizemos esta semana, já com anúncio de corte também para junho, apresentou mais de 65% dos trabalhadores da educação mobilizados”, relatou.
“A postura da Assembleia Legislativa fortalece o discurso do Sintep que não há crise no estado e isso está constatado na resistência depois em 46 dias”, reforçou o dirigente estadual, Henrique Lopes. Segundo Lopes, o governo está maquiando os números.
Os trabalhadores vão além nos questionamentos sobre irregularidades do governo, inclusive apontado para a controversa informação de que os recursos dos salários foram utilizados para pagamentos de outras contas do estado. “Dinheiro da educação é vinculado, isso demandará uma explicação do governo, que está incorrendo em outra irregularidade ao promover desvio de finalidade dos recursos a educação”, informa Lopes
Para a categoria, o discurso do governo tem sido equivocado ao longo das tentativas de negociações. “Acusa os professores de receberem o terceiro melhor salário do país, e desconhece que queremos ser o primeiro desse ranking. Aponta os índices do Ideb de forma leviana, apresentado resultados do Ensino Médio, uma realidade nacional, escondendo os bons resultados do Ensino Fundamental”, cita Lopes.
Conforme os dirigentes, a intensão do governo parece querer descredenciar a imagem do educador e diante disso justificar a tentativa de calote no cumprimento da Lei 510/2013. “A assembleia geral é deliberativa, e até lá aguardamos uma proposta que assegure a integralidade da Lei 510 até a próxima data base, em 2020”, conclui o presidente Valdeir Pereira

Foto: Extraída 24 Horas News
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