Mikhail Favalessa
RD News
O site da revista Época afirmou que o doleiro Lúcio Bolonha Funaro, que é um dos principais delatores da Operação Lava Jato, e o ex-presidente da Assembleia José Riva seriam sócios em um “negócio de pedras preciosas”. Ao RD News, Riva negou que seja sócio do doleiro em quaisquer negócios e afirmou que não atua no ramo.
O ex-deputado revelou apenas que tinha solicitações em aberto para exploração de minério em áreas de sua propriedade em Colniza, no extremo Norte do Estado. Contudo, Riva informou que desistiu dos pedidos em razão da demora na expedição das licenças.
José Riva lembrou que o único negócio feito com Funaro foi a compra de uma área com ajuda do doleiro, em 2013. Desde que deixou a Assembleia, em 2015, Riva atua como corretor de imóveis.
A fazenda Bauru, em Colniza, teria sido comprada pelo ex-deputado e pelo ex-governador Silval Barbosa por R$ 18,6 milhões, com recursos desviados do Estado. A informação consta na delação de Silval. Funaro teria depositado R$ 1 milhão na conta de Magali Pereira Leite, dona anterior da área, a pedido de Riva.
Em setembro, Funaro esteve em Mato Grosso para prestar depoimento à CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal da Assembleia. À reportagem, Riva revelou que se encontrou com o doleiro, mas que não houve tratativas sobre quaisquer negócios de mineração.
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