Ministro do Meio Ambiente e até mesmo o presidente da República falam em novas medidas ao invés de queimar máquinas
Por Arão Leite
Alta Floresta/MT – As operações do Ibama no extremo norte de Mato Grosso e sul do Pará, queimando balsas de garimpo assim como máquinas pesadas usadas na exploração de ouro em áreas proibidas, viraram protestos de garimpeiros. No estado do Pará, houve manifestação em estradas próximas da cidade de Itaituba onde muitos equipamentos foram incendiados pelos agentes do Ibama. Já em Mato Grosso, na região de Alta Floresta, os garimpeiros e até indígenas agiram postando fotos e vídeos das ações do órgão ambiental, qual através dos servidores nas operações, coagiram, ameaçaram e humilharam os garimpeiros que ficaram em alguns casos, ilhados no meio do Rio Teles Pires após terem embarcação destruída por tiro e fogo.
Por meio das redes sociais como facebook e aplicativo Whatsapp, os garimpeiros manifestaram desde o final de semana quando balsas de mergulho no caso da região de Alta Floresta no norte de Mato Grosso, foram incendiadas. “Eles não deixaram nem tirar os documentos”, disse o garimpeiro Raimundo Ribeiro. “Foi uma humilhação total”, resumiu Sebastião Bahía, que teve todos os seus equipamentos queimados. “Já chegaram mandando sair que iam tocar fogo em tudo”, lembra.
Indígenas da etnia Kayabi, de aldeias próximas onde as balsas foram queimadas, chegaram a tentar interceder pelos garimpeiros. Mas os agentes federais, irredutíveis, também os afastaram, tocando fogo nas balsas. “Foram truculentos mesmo. A intenção deles era queimar”, falou.
O assunto repercutiu em Brasília até porque as operações foram semelhantes em garimpos com dragas e que usam máquinas pesadas como PCs, avaliadas em até um milhão de reais.
O Ministério do Meio Ambiente e até mesmo o presidente da República, Jair Bolsonaro, já teria se manifestado dizendo que, embora haja uma previsão legal para destruição de máquinas em áreas de difícil acesso, não é sua orientação para se queimar nada. Novas medidas devem ser adotadas. Uma delas seria resgatar todos os equipamentos apreendidos para uso das cidades onde o fato acontecem e para que as prefeituras e órgãos usem como estrutura em prol da preservação do meio ambiente.





