Por Arão Leite
Alta Floresta/MT – Um caso registrado pela Polícia Militar de Alta Floresta como tentativa de homicídio onde uma adolescente de 12 anos atirou em um garimpeiro, repercute nas redes sociais. Além das matérias veiculadas em portais o assunto virou alvo de fake News ou notícia falsa compartilhada por muitas pessoas após publicação fita em uma página temporária, dizendo que a promotoria de Justiça tinha mandado prender a menor.
Na tarde desta quarta-feira a delegada regional de Polícia Civil em Alta Floresta, doutora Ana Paula Reveles Carvalho reforçou a informação de que não houve prisão alguma, até porque a pessoa citada como suspeita é menor. Outra informação partiu do Ministério Público Estadual em Alta Floresta através da Promotoria da Infância e Juventude, dizendo também que as informações sobre pedido de prisão é falsa. “O caso ainda nem chegou na Promotoria”, resumiu o MP em parte de nota esclarecedora.
Na Delegacia Municipal de Alta Floresta o chefe de investigação, Ilvio Paulo Balsan informou que uma equipe ainda nesta quarta estaria se deslocando para a região da Pista do Cabeça, zona rural a cerca de 90 quilômetros do núcleo urbano, coletar mais informações sobre o ocorrido. Os policiais tinham como foco, intimar os pais da garota a levar a filha também até a Delegacia afim de ouvir a versão da menor sobre o ocorrido no domingo quando a mesma é apontada em atirar duas vezes com uma winchester calibre 22, em um garimpeiro que passava dentro e uma área vizinha à casa do seu pai.
A vítima dos disparos é um garimpeiro identificado como Jeferson Elias. Segundo informações, há atividade garimpeira na mesma área e esse iria passar para tomar banho em um riacho, mas a porteira estava fechada e quando pulou para ir até o local onde trabalha segundo ele, a adolescente atirou contra sua pessoa. O homem de 27 anos está hospitalizado. Teve ferimentos no braço, perfurou pulmão, intestino grosso e baço.
Rodrigo Elias é irmão de Jeferson e alegou na manhã desta quarta-feira que o garimpeiro não tentou qualquer invasão à casa da vítima e nem contra a menor. “Ele só queria passar para o local onde mora e trabalha. Ele jamais faria algo de mau a alguém”, assegura.





