Por Arão Leite
Alta Floresta – A Polícia Civil de Mato Grosso apreendeu pelo menos cinco milhões em patrimônio da família de Angélica Saraiva de Sá, conhecida como Angeliquinha, foragida da justiça e apontada como uma das maiores líderes do tráfico no estado.
Na quinta-feira pela manhã dezenas de policiais, ao comando de pelo menos cinco delegados, atuaram no cumprimento de vários mandados de busca em Alta Floresta, e ainda efetuou um flagrante na região de Nova Bandeirantes.
Na ocasião, foram apreendidos veículos como uma Dodge RAM, avaliada em cerca de R$ 400 mil, um Honda Civic e ainda é procurada uma Hilux. Foram apreendidos milhares de itens de pelo menos três lojas de calçados e outros artigos na Avenida Mato Grosso, Centro Comercial na Avenida Ariosto e em uma galeria da Avenida Ludovico da Riva Neto.
As lojas que foram lacradas pela Polícia Civil, eram da filha da foragida da Justiça e segundo a investigação, um dos meios usados para a ‘lavagem de dinheiro do tráfico de drogas’ e da organização criminosa qual Angeliquinha segundo a investigação, segue liderando em Mato Grosso. “Essa investigação vem há mais de um ano e apuramos que a família da foragida atua como núcleo financeiro da organização e movimentou em torno de R$ 20 milhões”, resumiu o delegado Victor Hugo, do Grupo de Combate ao Crime Organizado, que atuou diretamente na ação ao lado de outros delegados como o delegado regional de Alta Floresta, Vaner dos Santos Neves, delegado André Victor, delegado Alexandre Kemp e delegado João Lucas, responsável pelo inquérito.
Os acusados, segundo a Polícia Civil, estariam negando os crimes de lavagem de dinheiro do tráfico, mas a vida que ostentavam não condiz com o volume da movimentação financeira. “É muito dinheiro. Teria que ganhar mais de R$ 650 mil por mês”, comentou ao falar dos três presos na Operação Showdowm na quinta-feira.
No total, segundo a Polícia Civil, foram apreendidos cerca de R$ 5 milhões em patrimônio e a Justiça ainda deferiu bloqueio de até R$ 10 milhões em conta dos acusados. “Isso mostra que a Polícia Civil vai continuar cercando o tráfico e criminalidade no estado”, resumiu o delegado regional Vaner Neves. “É asfixiando esse grupo, essa organização que vamos tirando sua força, fazendo com que esse recurso volte aos cofres públicos”, reforçou o delegado João Lucas. “Mas vamos continuar trabalhando para prender a foragida”, garantiu o delegado Victor Hugo.
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