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PANTERA NEGRA: Onça resgatada em Paranaíta tem quadro de cegueira e desnutrição

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Animal de espécie rara é tratado em hospital veterinário da UFMT, em Sinop

Da Redação
Com Poliana Mazzo, TV Centro América
O filhote de onça-pintada melânica macho, que foi resgatado na quinta-feira (13), no município de Paranaíta, ( 60 km de Alta Floresta) está no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Sinop e passa por tratamento para tentar reverter um quadro de cegueira e desnutrição..
O animal, que também é conhecido como onça preta ou pantera-negra, tem cerca de três meses e foi encontrado em uma região de pastagem por um morador da região. Ele chegou a ficar com o filhote por uma semana, mas decidiu pedir apoio à Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) ao perceber que o filhote estava muito debilitado. Outro filhote também estava junto quando esse foi resgatado, mas acabou se embrenhando na mata.
Mas o filhote que ficou acabou sendo resgatado. O chefe da Sema em Alta Floresta, não descarta que a mãe dos dois tenham sido abatida por caçadores ou mesmo atropelada, uma vez que há muitas estradas próxima do habitat da espécie.
Depois de passar quase um dia em um cativeiro na unidade regional da Sema em Alta Floresta, a onça que passou por avaliação e foi alimentada, foi encaminhada ao hospital veterinário.
A professora da UFMT, Elaine Conceição, disse que a onça chegou no local muito debilitada devido ao desiquilíbrio nutricional. “Em consequência desse estado, ela apresenta um quadro de cegueira, que agora estamos priorizando para ver se ocorre a reversão desse quadro, o que é um pouco difícil”, ressaltou.
Segundo Elaine, os profissionais da universidade também estudam qual será o destino do animal. “Estamos vendo se ele deverá ser solto ou se será destinado para um cativeiro, pois é uma espécie de bastante valor biológico”, disse.
A espécie
A aparição da pantera-negra é motivo de celebração para os biólogos de todo o Brasil. Segundo os pesquisadores, a espécie está ameaçada de extinção.
O animal tem melanismo, que é uma alteração genética rara. A concentração de pigmento preto na pele esconde as pintas comuns dessa espécie. Apenas de 5% a 10% das onças nascem com essa alteração.
“Esse animal é precioso por conta da pelagem. Dentre as onças-pintadas, ele se torna uma raridade”, ressaltou Elaine.

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