Por Arão Leite
Alta Floresta – A história dos irmãos Laércio Antônio da Silva,60 anos, e o irmão dele, Gilmar Rodrigues da Silva, de 52 anos, passou a ser conhecida no estado de Mato Grosso e até em outras regiões brasileiras. O mais velho, no dia 1º de novembro, matou o outro, disparando seu revólver ao menos três vezes. E a motivação de toda essa violência segundo testemunhas no local, pode ter sido a divergência política. Um seria eleitor do presidente Lula e o outro bolsonarista.
O Assassinato aconteceu em um estabelecimento comercial na Comunidade Santa Marta, no Assentamento São Pedro, no município de Paranaíta. Gilmar, que foi a vítima da situação, era bolsonarista e chegou ao bar de moto, carregando uma caixa de compras a qual tirou da garupa e colocou em uma mesa. Naquele ocasião, final da manhã de domingo, 1º de novembro, Laércio Antônio já estava no mesmo local e segundo testemunhas, passou a discutir com o irmão que pouco reagiu e momentos depois acabou sendo alvo de disparos de arma de fogo.
O dono do bar disse que no momento dos tiros tinha ido até a cozinha e não presenciou o fato, mas que o eleitor de Lula havia atirado contra Gilmar e saído em fuga numa caminhonete que horas depois fora encontrada abandonada em Alta Floresta, a mais de 100 quilômetros do cenário do crime.
Suspeito de apresentou
com advogados
Aberta dois dias depois ainda no quartel da Polícia Militar, a caminhonete foi vistoriada e dentro dela encontrada a possível arma do crime: um revólver calibre 38. O caso é investigado pela Polícia Civil de Paranaíta que na terça-feira final da manhã, cerca de 48 horas após o homicídio, foi apresentado o suspeito acompanhado de dois advogados.
Os criminalistas Jairo Cezar da Silva e Abdiel Virgino, com base no relato do cliente, enviaram nota técnica dizendo que Laércio está muito arrependido, que pediu perdão à mãe e aos outros irmãos. Mas que a situação com Gilmar é de longa data e que a questão política não seria o principal desentendimento.
O homem, segundo os advogados, sentia medo e era ameaçado sempre que cruzava como irmão e que até chegou a procurar a Polícia Militar de Paranaíta certa vez quando foi avisado por uma testemunha e um familiar que Gilmar iria lhe pegar e lhe dar uma surra.
No dia do crime, Laércio, conforme a nota, estava no bar quando Gilmar chegou e a discussão começou. Diferente de uma testemunha que narrou não ter visto reação da vítima, Laércio conta que o irmão foi para cima dele e o suspeito então avisou que estava armado. Mesmo assim, Gilmar teria continuado em sua direção, que disparou no chão, mas a vítima foi ainda para cima, havendo luta corporal e consequentemente os tiros que resultaram na morte de Gilmar.
O produtor rural Laércio Antônio foi ouvido e liberado para responder ao processo em liberdade. E segundo seus advogados, chegou a pensar em tirar a própria vida e que deve iniciar tratamento psicológico e psiquiátrico.
O caso é investigado pela Polícia Civil de Paranaíta.
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