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PREPARANDO ARTILHARIA: Taques se articula ao Senado e volta a alfinetar rivais: não fui senador sem voto

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Jacques Gosch
RD News
O ex-governador Pedro Taques, que trocou o PSDB pelo Solidariedade após a derrota eleitoral em 2018, se movimenta nos bastidores para viabilizar pré-candidatura ao Senado. Além de manter conversas com apoiadores que o incentivam a assumir o projeto político, voltou a alfinetar adversários, desafetos e ex-aliados, como nos tempos de Palácio Paiaguás.
Embora Taques não confirme a pré-candidatura, RD News apurou que o ex-governador tem o aval do presidente estadual do Solidariedade, deputado federal Doutor Leonardo, para se articular. Por enquanto, o partido é contabilizado entre os sete que sustenta a pré-candidatura a senador do vice-governador Otaviano Pivetta (PDT), mas isso pode mudar a qualquer momento.
“Quando fui senador, não fui senador sem voto, não fui no tapetão, não fui senador que tinha dono, não fui senador de uma família, não fui senador de um segmento. Nunca fui traíra, daqueles que tem três caras, todas que precisam de óleo de peroba. Não fui representante de governador ou de ex-governador, fui representante do meu Estado, de todos os cidadãos”, declarou Taques sobre a possibilidade de tentar seu retorno ao Senado.
Por fim, ironizou o segmento do agronegócio, que o apoiou em 2014, mas rompeu no decorrer do mandato: “Sou sem terra, sem avião, sem soja… e dizem, sem voto!”
Mesmo sem citar nomes, Taques se referiu ao senador Carlos Fávaro (PSD) – que ficou na terceira colocação em 2018 e assumiu após a cassação da senadora Selma Arruda (Podemos), por decisão do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli. Além disso, ataca ex-aliados como o senador Jayme Campos (DEM) e o governador Mauro Mendes (DEM), que foram do seu grupo político até o último ano do mandato.
Senado
Taques foi eleito senador pelo PDT em 2010 e permaneceu até 2014, quando renunciou para assumir ao governo do Estado. Em 2015, migrou para o PSDB. Já em 2018, tentou a reeleição e foi o primeiro governador desde 1998 a não conquistar o segundo mandato.
No início do ano, quando foi lançada a eleição suplementar, Taques manifestou ao PSDB a intenção de disputar o Senado. Como foi preterido pelo partido, que lançou o ex-deputado federal Nilson Leitão, acabou migrando para o Solidariedade.
Agora, animado com o resultado de pesquisas, Taques busca se viabilizar para o retorno ao Senado. Em alguns levantamentos, aparece em primeiro lugar na Capital e Baixada Cuiabana.

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