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QUEDA DE BRAÇO: Greve da educação ainda sem uma definição de encerramento

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Sintep chama governo de infantil e que tenta jogar sociedade contra educadores

Editoria com Vinícius Bruno
RD News
A Greve iniciada dia 27 de maio no setor Educacional em Mato Grosso continua. E o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público, que negocia com o governo defendendo os servidores, faz um ataque ao governo de mauro Mendes, chamado de infantil, ao tentar segundo o diretor Henrique Lopes, os alunos, pais e sociedade como um todos, contra os profissionais.
A Greve que está chegando a quase dois meses, causou expectativa de encerramento na semana passada, mas com os últimos acontecimentos ou ‘conversas’ entre Sintep e governo, parece que ainda vai longe.
“Lamento a greve não ser encerrado na sexta (12), por culpa do governador Mauro Mendes que não aceitou a proposta feita pela Assembleia, que estava alinhada com o que tinhamos definido na penúltima assembleia geral da categoria”, diz Henrique.
Entre a proposta estava a garantia do governador pagar a Lei da Dobra, com reajuste salarial de 7,6% até a data base do próximo ano.
No comunicado, Mauro aponta que os servidores da Educação tem média salarial de R$ 5,8 mil e que o valor é o terceiro melhor do país, mas a classificação do Estado no Ideb, em relação ao ensino médio, está em 21º lugar entre as unidades da Federação.
“Mauro mente ao afirmar que a média salarial no Estado é de R$ 5,8 mil. O piso hoje da categoria é de R$ 2,8 mil. Para que o professor tenha o salário de R$ 5,8 mil precisa ter no mínimo 18 anos de serviço e ser especializado. Já em relação a nota do Ideb, Mato Grosso teve 3,8 pontos na última avaliação, enquanto que o primeiro colocado teve 3,5 pontos, o que significa que não existe uma diferença tão grande assim”, destaca.
Henrique critica o Governo por não levar em consideração a pontuação que o Estado obteve em relação ao ensino fundamental, que foi de 5,7 pontos, enquanto que a meta era ter alcançado 5,5 pontos.
O sindicalista também aponta que Mauro ao abordar a educação apenas sob a ótica da remuneração, deixa de ponderar em relação às “péssimas condições de trabalho”, que os educadores enfrentam, e que tem gerado doenças laborais em grande parte dos profissionais.
“O governo precisa ser mais responsável. A greve se encerra com proposta e não com ataques. Essa postura tem sido infantil e tenta colocar a sociedade contra os servidores. Mas não está funcionando, porque apesar de Mauro ter colocado os professores em estado de miserabilidade ao cortar os pontos, a sociedade tem se solidarizado e ajudado muitos de nós”, pontua Henrique.

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