Por Arão Leite
Alta Floresta/MT – Toneladas e toneladas de lixo como sacos e sacolas plásticas, lata de cerveja e refrigerantes, recipientes de vidros, churrasqueiras velhas, geladeiras velhas, pneus inservíveis, pias, armários e oura infinidade de lixo. Essa é a mesma realidade durante nove anos de Mutirão de Limpeza no Rio Teles Pires.
O evento que é uma tradição todos os anos após fechamento da temporada de pesca, já está acontecendo. Uma equipe de voluntários, liderados por João Bisteca e Oslen Dias, o Tuti, começou dia 11 a recolher lixo na região do chamado Porto de Areia, ponto base da arrecadação. O recolhimento que no primeiro mutirão atingiu cerca de 30 quilômetros de rio, neste ano deverá chegar a 200 quilômetros, estendendo pelos municípios de Carlinda e Paranaíta assim como nos último ano.
Nos primeiros dias já foram recolhidos lixo em cerca de 50 quilômetros, sendo 25 quilômetros sentido Paranaíta e outros 25 quilômetros sentido Carlinda. O resultado, segundo Tuti, é frustrante. “Ainda tem muito lixo. Povo ainda joga muito lixo, infelizmente. Tem pessoas que ainda não se conscientizaram que é preciso preservar o Rio Teles Pires, o nosso patrimônio”, comentou um membro da organização, lamentando o volume de lixo até agora arrecadado.
Dia D
Ainda não foi marcada a data oficial do recolhimento geral que terminará com todo o lixo recolhido ao longo de 200 quilômetros, colocados no Porto de Areia, depois em caminhões para serem encaminhados ao aterro sanitário. “Mas faremos em novembro possivelmente, considerando o nível da água. E é sempre importante pedir que todos que puderem, para colaborar, pois é um bem que fazemos a nós mesmos”, finalizou.

Dia D de recolhimento ainda será marcado, mas deverá ocorrer em novembro




