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SEGURO SOCIAL: Catadora de latinha se diz humilhada por perito no INSS de AF

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A mulher com sérios problemas de coluna chora ao lembrar do momento

Por Arão Leite
Alta Floresta/MT – Aos 57 anos, a ex-empregada doméstica e atualmente catadora de latinha, Marlise Budtke, procurou a imprensa essa semana para reclamar de mau atendimento no INSS em Alta Floresta. De acordo com ela que sofre sérios problemas de coluna, inclusive com diagnóstico que apontam risco da mesma ficar aleijada, a mulher conta que ao passar por uma avaliação, o médico não a tratou como deveria e ainda lhe humilhou, insinuando que ela não estaria doente a ponto de receber apoio financeiro da previdência em decorrência do seu estado de saúde.
Aos prantos, a pioneira do município de Alta Floresta saiu do consultório nervosa e o filho Bruno ficou em desespero, sem saber o que fazer. “Onde se viu médico dizer que está ali para fazer o máximo para não aprovar o benefício”, comentou ao ressaltar que resolveu procurar a imprensa no sentido de tornar o caso público. “Outras pessoas com certeza já passaram ou passam por isso. Essa é a primeira vez que minha mãe procurou o INSS. Mas e quem já depende há muito tempo, como será que é tratado”, analisou.
A mãe do rapaz chora a todo momento quando lembra do assunto e da possibilidade de não conseguir uma aprovação para receber a aposentadoria ou auxílio doença. “Nunca precisei disso. Se acha que se eu tivesse bem para trabalhar, iria atrás. Mas a questão é que o médico me proibiu. Minha coluna está com desvio e o laudo do médico diz que o problema é por tempo indeterminado”, conta.
O filho da mulher acrescenta. “Todos os exames estão aqui. Minha mãe chegou de Cuiabá com outro ainda mais aprofundado. Uma ressonância e o médico já disse que ela pode ficar sem poder andar, de cadeira de rodas se forçar a trabalhar”, detalhou Bruno mostrando vários documentos de laboratórios provando o estado delicado da saúde da mãe.
Outro lado
O médico perito do INSS é ligado ao Ministério da Economia e sua explicação pública só mediante autorização do setor de comunicação. Mas a gerente do INSS local, Sandra Richadson falou com a imprensa e declarou que jamais o órgão terá a intenção de bloquear benefício, mas sim, prestar o melhor atendimento. Sandra comentou ainda que, conforme conversa que teve como o médico a respeito do caso, o perito disse que a mulher já teria chegado alterada no INSS, que ele pediu apenas mais algumas documentações, no sentido de poder dá um parecer mais preciso. “Saber a gravidade do caso, podendo apontar o início e tempo do benefício ou se será permanente”, resumiu.

Foto: TV Nativa reprodução
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