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Suspeito de fraude no passado, Júlio defende o voto impresso

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CÍNTIA BORGES
Midia News
O ex-senador Júlio Campos (DEM) se manifestou favorável ao voto impresso auditável no Brasil. Júlio, que está na política desde a década de 70, afirmou que a urna eletrônica “é um perigo que ninguém discute”.
“Sou a favor do voto impresso, sim. Por que esconder o voto? Por que não ter a conferência na hora? Eu já passei pela urna eletrônica e eu já sei o que ela é: é um perigo que ninguém discute”, afirmou.
O voto impresso é uma pauta defendida pelo presidente Jair Bolsonaro, que diz existir a possibilidade de fraude caso não haja auditagem dos votos. No sistema proposto, após voto em urna eletrônica, um comprovante é impresso e cai em uma urna transparente.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já se manifestou sobre o caso, afirmando que o voto impresso é que irá potencializar a chance de fraudes. Júlio levantou suspeitas sobre a defesa dos ministros.
“Por que essa covardia dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral. Não quererem usar o voto imprenso? Algo há de estranho”, disse.
Questionado se colocaria em “cheque” o resultado passado das eleições, ele apontou: “Sempre tem uma suspeiçãozinha”.
A proposta do voto impresso está em tramitação na Câmara Federal. Uma comissão especial rejeitou a proposta, por 23 votos a 11. Apesar disso, o texto deverá ser apreciado no plenário.
Acusações de fraudes em 1982
No passado, Júlio já foi acusado de se beneficiar do tempo em que a votação era em cédulas de papel e a apuração, manual.
Um documento confidencial do Serviço Nacional de Informações (SNI) detalhou uma acusação de fraude na eleição para o Governo de Mato Grosso em 1982, vencida por ele.
No relatório os “arapongas” do SNI citaram uma representação feita pelo PMDB na 1ª Zona Eleitoral de Cuiabá, no dia 27 de novembro de 1982, solicitando a anulação do pleito, “alegando ter sido, este, viciado, fraudulento e corrupto”. A eleição havia acontecido no dia 15 de novembro.
“O PMDB levantou provas incontestáveis: menores votando, títulos falsificados, indivíduos votando duas, três, oito e mais vezes. Tudo isso provado documentalmente”, consta em documento do partido à época.
O relatório traz uma série de acontecimentos elencados pelo PMDB para denunciar um esquema de fraude na eleição. O mais grave deles foi o assassinato do advogado Celso Quintela, filiado ao partido, que havia perdido a eleição para prefeito de Várzea Grande para o hoje senador Jayme Campos, irmão de Júlio.

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