Por Arão Leite
Alta Floresta – A tragédia com o avião bimotor, que caiu minutos após decolagem de uma pousada às margens do Rio Teles Pires, zona rural do município de Apiacás, confirmou a morte de pelo menos cinco pessoas. São elas: o piloto Helder Souza,44, o empresário Arni Alberto Spiering, de Rondonópolis com os netos João Marcos, 19 e Arni Alberto Spierign Arnes, de 21 anos.
A aeronave com capacidade para 8 pessoas estava com documentação em dia e tinha licença para operar. Era do empresário e o piloto Helder segundo informações, há muitos anos trabalha com a família Spiering, renomada no estado de Mato Grosso, principalmente na região de Rondonópolis onde tinha sede da empresa transportadora de combustíveis, grãos e outros ramos. O empresário inclusive já foi presidente do clube de futebol União de Rondonópólis.
Ele, os netos, o funcionário Ademar Oliveira e o piloto decolaram da Pousada Amazônia Fishing. Um vídeo (Veja aqui) foi registrado no momento em que saíram com o bimotor. Mas depois do último registro foi ouvida queda e explosão do avião em uma fazenda poucos quilômetros da decolagem. O local fica a 65 quilômetros da zona urbana e um funcionário da propriedade rural viu a queda. “Eu estava colocando comida para as galinhas quando ouvi um barulho estranho no alto e quando fui olhar, estava caindo”, contou Adalberto Oliveira detalhando que o avião desceu como se fosse espiral. “Foi tudo muito rápido. Caiu e quando cheguei aqui tá pegando fogo, não pude fazer nada”, lamentou.
Polícia Militar e Polícia Civil foram acionadas e a Polícia Técnica horas depois também chegou ao local. Mas da aeronave só sobraram destroços, uma fuselagem parecendo prensada e os corpos esmagados, queimados e ainda pegando fogo quando as autoridades chegaram. “Uma cena muito chocante”, disse a delegada Paula Moreira, que conduz o caso na cidade de Apiacás e que imediatamente acionou o Serviço de Investigação de Prevenção à Acidentes Aeronáuticos – SENIPA.
Dificuldade de identificação
A queda do avião provocou ainda um grande buraco onde ficou a fuselagem amassada e pegando fogo. A retirada dos restos mortais das vítimas só mesmo com a ajuda do Corpo de Bombeiros que posteriormente foram acionados para fazer o resfriamento dos destroços e desencarceramento. “Retiramos quatro crânios, um tronco e fragmentos de ossos. Nunca tinha visto algo igual, declarou um militar do corpo de bombeiros.
Os corpos carbonizados, para uma identificação oficial, foram encaminhados ao IML e passarão por exames de DNA para confirmação oficial de cada vítima.








