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TRABALHO INTEGRADO: ABIN vê risco de facções, ataques cibernéticos e “ameaça externa” nas eleições em Mato Grosso

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O superintendente da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) em Mato Grosso, Felipe Midon, afirmou que as eleições de 2026 já estão no radar dos órgãos de inteligência e revelou preocupação com ameaças ligadas às facções criminosas, ataques cibernéticos e possíveis interferências externas no processo eleitoral brasileiro.
As declarações foram feitas durante reunião institucional sobre segurança das eleições, em Cuiabá, e ocorreram em meio à instalação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), coordenado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), na manhã desta terça-feira (26).
Segundo Midon, a ABIN já trabalha no monitoramento de cenários considerados sensíveis para o próximo pleito e apontou três eixos principais de atenção das autoridades de inteligência.
“A primeira preocupação são manifestações sociais que possam ameaçar o pleito, como bloqueios de rodovias, ataques cibernéticos e ações contra infraestruturas críticas, como rede de energia e abastecimento de água”, afirmou.
O representante da ABIN citou como exemplo o apagão registrado em Macapá, em 2020, que levou ao adiamento das eleições na capital do Amapá.
“A última preocupação das pessoas naquele momento era votar. Isso mostra como situações dessa natureza podem comprometer o processo eleitoral”, pontuou.
Outro ponto de preocupação, segundo Midon, envolve o avanço da criminalidade organizada e o poder de influência das facções criminosas em determinadas regiões do país.
“Em alguns locais, facções chegam a ocupar territórios e até influenciar ou indicar candidatos. Essa é uma preocupação permanente das inteligências”, declarou.
Apesar do alerta, o superintendente destacou que Mato Grosso possui um modelo considerado positivo de integração entre os órgãos de inteligência estaduais e federais.
A estrutura reúne Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, Receita Federal, IBAMA e forças estaduais coordenadas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública.
“A ameaça existe, mas ela está sendo acompanhada, monitorada e há produção diária de relatórios sobre esse cenário”, afirmou.
Felipe Midon também confirmou que a inteligência brasileira acompanha possíveis ameaças externas capazes de influenciar o processo democrático nacional.
“Isso nós chamamos de interferência externa. É algo que toda democracia sofre e que estamos monitorando junto com outros órgãos”, disse.
Questionado sobre os países ou grupos sob observação, o superintendente evitou detalhar informações consideradas sigilosas.

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