Raimundo Geraldo da Conceição de Azevedo está com sérios problemas de saúde
Por Arão Leite
Alta Floresta/MT – Trinta e sete anos depois de deixar o nordeste e sair pelo Mundo em busca de novos horizontes, um homem tenta reencontrar sua família. Raimundo Geraldo da Conceição de Azevedo, nascido em 16 de outubro de 1960, é natural de Bacabal, estado do Maranhão. Ele deixou a terra natal no ano de 1982 quando foi conhecer a região de Marabá, no Pará. Mas depois rodou muitos outros pontos pelo Brasil e está há alguns anos em Alta Floresta, Mato Grosso.
Hipertenso e com o diabetes bastante avançado, Raimundo há algum tempo ficou com a saúde fragilizada. Até mesmo a visão já está quase perdendo. Piorando a situação, o maranhense que fará 59 anos daqui quase cinco meses caiu e sofreu uma fratura do fémur. Ele precisa passar por uma cirurgia de risco e na capital do estado de Mato Grosso.
Sozinho em Alta Floresta, o paciente do Hospital Regional Albert Sabin fica o tempo todo lacrimejando quando se fala em família. Do tempo de trabalho rodando o Brasil, só restou a lembrança de quando ganhava algum dinheiro, mas que também perdeu nas andanças principalmente nos estados do Pará e Mato Grosso onde foi garimpeiro longos anos.
Mas Raimundo Azevedo, filho de Maria Domingas de Azevedo da Conceição e Abdia de Azevedo Lopes dos Santos, filho mais velho de seis irmãos (quatro homens e duas mulheres), pensa em reencontrar o pai pelo menos e os irmãos, já que sua mãe faleceu há muito tempo. “É a vontade. Quem sabe antes de morrer”, comentou o ex-garimpeiro detalhando que quando morava em Bacabal, cidade no interior do maranhão, a família tinha o endereço no setor chamado Sicoral e que o pai tinha um apelido muito conhecido. “Era o Abdia Precatão”, contou abrindo o sorriso e explicando que o pseudônimo carinhoso pegou depois de brincadeira devido o tamanho dos pés do seu pai Abdia.
Raimundo segue internado no Hospital Regional de Alta Floresta, mas pode ser removido para Cuiabá há qualquer momento. O setor de assistência social não quis gravar entrevista, mas é quem se mobiliza no sentido de encontrar a família para atender o pedido do paciente sozinho no estado de Mato Grosso.




