Gustavo Sampaio
Jornal da Cidade
A conquista da Glória Eterna chegou merecidamente ao Fluminense! Em uma final com mão pesada para o drama, com direito a prorrogação, expulsões e gols dos seus artilheiros, o clube finalmente entrou para a prateleira de campeões da Conmebol Libertadores. John Kennedy foi o herói, e quase vilão, da conquista ao marcar o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Boca Juniors no Maracanã, no primeiro tempo da prorrogação, logo após foi expulso por ter ido comemorar com os torcedores, levou o segundo amarelo e consequentemente o vermelho, mas o Flu se segurou bem, contou com o destempero de Fabra que acabou também sendo expulso e garantiu o placar de 2×1.
Com a conquista do título da Libertadores, o Fluminense garantiu a classificação para as edições de 2023 e 2025 do Mundial de Clubes e para a Recopa, que será disputada em 2024 contra a LDU, do Equador, campeã da Copa Sul-Americana.
Cano terminou a Libertadores com a artilharia. Ele marcou 13 gols, inclusive, o primeiro da vitória na final. O argentino ainda se tornou o maior goleador do Fluminense na história da competição, com 16 gols, superando Fred, que marcou 15.
O Fluminense dominou o primeiro tempo por completo. O gol de Cano, aos 35 minutos, premiou a superioridade diante de um Boca Juniors muito acuado na defesa, talvez esperando uma oportunidade, que até aconteceu com Merentiel, mas não foi bem finalizada.
Com a desvantagem, o Boca Juniors precisou correr atrás no segundo tempo. Passou a ter mais a bola, até que Advíncula empatou o jogo com um chute de esquerda, aos 26 minutos. Depois disso, os dois times tiveram oportunidades de definir o jogo ainda no tempo regulamentar, mas o Fluminense teve a mais clara, com Diogo Barbosa no último lance.
O empate levou o jogo para a prorrogação. As oportunidades foram raras e quem soube aproveitar melhor foi o Fluminense. Diogo Barbosa deu ótimo passe para Keno, que ajeitou de cabeça para John Kennedy marcar, aos oito minutos do primeiro tempo do tempo extra para definir o jogo. Ele comemorou com a torcida e acabou expulso ao ser punido com o segundo amarelo.
O Fluminense ficou pouco tempo com um jogador a menos. No fim do primeiro tempo da prorrogação, Fabra deu um tapa em Nino e também foi expulso. Nos 15 minutos finais, o time se plantou na defesa e segurou a vitória, o título e a glória eterna.
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