Gustavo Sampaio
Jornal da Cidade
Algumas centenas de torcedores do Flamengo contrataram um pacote para a final da Libertadores da América, em Guayaquil, com a Outsider Tours, empresa que muito recentemente firmou contrato com o Flamengo para as viagens dos torcedores em jogos fora, principalmente pela final da libertadores no Equador. Mas a empresa, anunciada pelo clube como patrocinadora e apoiadora dos canais digitais do clube na última segunda-feira (24), ainda não conseguiu colocar todos os torcedores em voos para o palco da decisão, Guayaquil no Equador.
A confusão começou na última quarta-feira (26), quando os rubro-negros receberam mensagens da empresa dizendo que o voo previsto na madrugada de quarta para quinta seria remarcado. A justificativa inicial era de que havia risco erupção do vulcão Cotopaxi, no Equador, e por isso a necessidade do remanejamento.
O comunicado foi feito na tarde de quarta-feira em um grupo de WhatsApp criado pela empresa no qual somente os administradores podiam se manifestar. Diante da indefinição da empresa, torcedores começaram a enviar mensagens em massa para as redes sociais da Outsider, mas não obtiveram retorno. Fernando Sampaio, diretor comercial da Outsider, disse em entrevista na noite de quarta que “todos os clientes que contratam a agência vão assistir ao jogo em Guayaquil. Que já solucionou o problema”.
A Outsider entretanto, não cumpriu com o prometido de levar os torcedores na madrugada de quarta para quinta. Na manhã de quinta-feira também houve protestos e indignação no aeroporto internacional do Rio de Janeiro. Fernando também foi abordado por torcedores revoltados na ocasião.
A Latam, companhia aérea que foi citada pela Outsider como responsável pelo fretamento, negou que houvesse qualquer compromisso com a agência de viagens. Já a tentativa de contratação junto à Azul chegou a avançar, mas regrediu por falta de pagamento e respostas.
O suposto acordo da Outsider com a Latam foi o plano B da agência de viagens. A ideia original envolvia realizar voos fretados com companhias aéreas estrangeiras, mas a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), negou o pedido na terça-feira, dia 18. O motivo da negativa é que por serem empresas com sede fora do Brasil (Air Angola, Euro Atlantic e Hi Fly), os fretamentos precisam atender a acordos internacionais e dependem de autorização. A permissão não foi possível pelo fato de o Equador, país para onde os voos seriam feitos, não possuir acordo de realização de transporte aéreo público não regular (fretamentos).
Na tarde de quinta-feira, a Outsider se comprometeu com o Procon a colocar todos os torcedores em voos para Guayaquil a tempo de assistir à final da Libertadores. Segundo a agência, oito voos estavam previstos entre quinta, sexta e sábado, mas o acordo não se cumpriu e por isso houve a confusão no Galeão na manhã desta sexta-feira.
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