Gustavo Sampaio
Jornal da Cidade
O Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) definiu, em sessão na noite da última segunda-feira, as punições aos atletas Diego, ex-volante do Batel, e PV, zagueiro do Nacional-PR, no caso de injúria racial que aconteceu em um jogo entre as equipes pela Taça FPF, no Paraná.
Em decisão unânime, Diego foi punido com sete jogos de suspensão de multa de R$ 2 mil reais por ter chamado PV de “macaco”. O zagueiro PV, que reagiu com um soco e supostamente teria cuspido, o adversário foi punido com 10 jogos de suspensão, sendo quatro jogos pelo soco (decisão não unânime) e seis pelo cuspe (unânime).
No jogo, em um lance de disputa de espaço em um escanteio, o zagueiro PV teria cuspido em Diego, que em seguida proferiu a ofensa racista. PV denuncia para o árbitro e reage com um soco no adversário.
O árbitro Diego Ruan Pacondes da Silva acionou o protocolo antirracismo da FIFA, cruzando os braços em “X”. O jogo foi paralisado, PV expulso e Diego encaminhado ao hospital.
Durante a sessão, o volante Diego afirma ter proferido a palavra “malaco”, e não “macaco” contra PV. Segundo ele, é uma expressão utilizada para se referir a alguém “maloqueiro”.
A sessão de julgamento também absolveu, com unanimidade, o Batel no caso. O clube havia sido denunciado no artigo 243-G, que pune “ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor”, por suspeita de não tomar providências para punir o jogador no dia do jogo.
Na esfera criminal, a Polícia Civil do Paraná instaurou um inquérito para apurar o caso, ouviu os dois atletas e segue as diligências.
Agora, a defesa de PV aguarda a denúncia do Ministério Público do Paraná. A defesa também vai entrar com processo na esfera cível.
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