Gustavo Sampaio
Jornal da Cidade
O Palmeiras volta a ser campeão da América após 20 anos do primeiro título conquistado em 1999. A “obsessão” do patrocinador máster do clube, que fez também ser o principal alvo de conquista do torcedor alviverde, foi conquistada no último sábado (30) no Maracanã.
O jogo começou nervoso, um clássico paulista numa final de competição continental, não poderia se esperar que fosse tranquilo, mas esperava-se que houvesse mais futebol. Com os nervos à flor da pele, o jogo ficou “truncado”, muitos duelos fortes no meio de campo, poucos lances criativos ou que clareavam o jogo. Atletas que se destacaram na competição até as semifinais como Marinho e Soteldo do lado do Santos e Luiz Adriano, Zé Rafael e Veiga do lado do Palmeiras, pouco apareceram pelo que mais sabem fazer, jogar futebol. No segundo tempo os ânimos abaixaram um pouco, o Santos tocava mais a bola tentando construir jogadas, Soteldo chamava o jogo para si, já que Marinho esteve bem longe de ser o jogador que ajudou a levar o peixe para a final. O Palmeiras parecia ser mais forte mentalmente e no que pretendia para o jogo. O segundo tempo menos enérgico também não proporcionou lances de perigo. O jogo chegava ao fim e os técnicos mexiam suas peças, Abel Ferreira apostou em Patrick de Paula para reforçar o meio de campo e no jovem Breno Lopes para o ataque. Cuca respondeu com a velocidade de Lucas Braga, Madson e Wellington. O lance que para muitos foi crucial no jogo foi quando o técnico Cuca segurou a bola na linha lateral em lance a favor do Palmeiras, Marcos Rocha o confrontou e uma confusão generalizada se formou. O lateral do Palmeiras levou cartão amarelo e o técnico do Santos foi expulso e o nervosismo do lance parece ter afetado a equipe do Santos. Cobrado o lateral a bola chegou até Roni, o melhor “garçom” da Libertadores encontrou o jovem Breno Lopes que subiu mais que Pará e fez a bola balançar as redes do Maracanã aos 54 minutos do segundo tempo. A “obsessão” da torcida palmeirense veio atrás da cabeça de um garoto de apenas 25 anos, Breno Lopes tem apenas 3 meses de clube e chegou sem nenhuma badalação proveniente do Juventude, era artilheiro do time gaúcho na segunda divisão nacional, o futebol e suas maravilhosas histórias.
O técnico Abel Ferreira se tornou o terceiro europeu a conquistar a Libertadores, o segundo português, sucedendo Jorge Jesus que venceu em 2019 com o Flamengo. Após a conquista o técnico desabafou –”Para ser melhor treinador tenho de ser pior pai, pior marido, pior tio, pior filho. E por isso choro no meu travesseiro. Choro por não poder estar com as minhas filhas. Vocês não têm ideia do que a gente precisa abrir mão em busca de um sonho. E dinheiro nenhum me faz recuperar isso, mas, ver a felicidade de todos os jogadores e funcionários do clube também me deixa feliz e é isso que faz valer a pena. “
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