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APESAR DA ALTA PRODUTIVIDADE: Produtor de milho enfrenta duro desafio em MT

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Marianna Perez
Diário de Cuiabá
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os dados de custo de produção do milho alta tecnologia da safra 2024/25 em Mato Grosso.
De acordo com os dados do projeto Acompanhamento dos Custos das Produções Agropecuárias de Mato Grosso Safra 2024/25 (Acapa-MT), sobre o milho alta tecnologia, ainda é preciso altas produtividades para a conta da safra.
A projeção foi realizada em uma parceria entre o Senar-MT e o Imea.
O custeio do milho em março/24 apresentou retração de 2%, ante a divulgação de fevereiro/24, ficando projetado em R$ 3.368,89/ha.
Conforme os analistas do Imea, essa diminuição foi pautada pela retração nos custos com fertilizantes e corretivos em 3,44%, operações mecanizadas em 1,57%, defensivos em 1,32% e sementes, 0,87%.
Com o reajuste no custeio, o Custo Operacional Efetivo (COE) apresentou recuo de 1,74% quando comparado com a última divulgação e ficou estimado em R$ 4.736,82/ha.
Apesar disso, para que o produtor consiga cobrir suas despesas do COE na temporada 2024/25, considerando o preço médio do milho comercializado em março/24 para a mesma safra (R$ 34,98/sc), é necessário que produza 135,40 sc/ha, 9,61% a mais que a projeção do ciclo 2023/24.
Os analistas destacam que o Imea ainda não possui a estimativa de rendimento para a safra 2024/25, mas, de acordo com o instituto, a média dos últimos três anos é de 103,86 sc/ha.
ESTIMATIVA DE SAFRA – De acordo com os dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área de milho 2ª safra no Brasil para o ciclo 2023/24 deve ficar em 15,77 milhões de hectares.
Já a produtividade está prevista em 90,45 sc/ha, o que representa uma retração de 2,09% ante a divulgação do mês passado.
Com isso, a produção projetada pela Companhia ficou em 85,61 milhões de toneladas, 1,98% a menos quando comparado com mar/24.
A menor produção do país foi puxada, principalmente, pelos estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, em 12,89%, 3,99% e 1,05%, ante a última divulgação, respectivamente.
Apesar da perspectiva de menor oferta, o preço do milho na bolsa brasileira B3 reagiu negativamente no dia da divulgação, 1,07%.
Para as próximas semanas, o que deve continuar ditando as cotações do cereal são as condições climáticas, pois são fatores que podem impactar no rendimento final da cultura, avaliam os analistas do Imea.

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