Joanice de Deus
Diário de Cuiabá
Seguindo tendência nacional, Mato Grosso registra aumento expressivo de casos de dengue neste ano. Mesmo assim, a adesão à vacina contra a doença tem sido baixa entre o público-alvo, formado por crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, das 44,7 mil doses recebidas pelo Estado, apenas 17,8 mil primeiras doses foram aplicadas e pouco mais de mil pessoas retornaram para a segunda dose.
A preocupação das autoridades públicas da saúde pública diante dessa fraca procura pelo imunizante é maior ainda diante da expectativa de chegada das chuvas, período em que o acúmulo de água faz com que a proliferação do mosquito Aedes aegypti se intensifique.
Mato Grosso recebeu as primeiras doses do imunizante contra a dengue em abril deste ano, contemplando 35 municípios. No país, 2,2 milhões de primeiras doses foram aplicadas contra a enfermidade.
No entanto, há 636 mil registros de segundas doses. Os dados preliminares são do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI).
Conforme o Ministério da Saúde, o esquema vacinal requer um intervalo de três meses e a população precisa ficar atenta à caderneta de vacinação para garantir a imunização completa.
E, para ter proteção contra casos graves e hospitalizações, o público-alvo precisa tomar duas doses do imunizante incorporado de forma inédita no Sistema Único de Saúde (SUS).
O público, composto por crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, depois de pessoas idosas, grupo para o qual a vacina não foi liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“Dentro da faixa etária indicada pelo laboratório para receber a vacina, selecionamos o intervalo com maior número de hospitalizações por dengue no Brasil. Contudo, esse público tem uma adesão menor, justamente por não ser uma idade que frequenta os serviços de saúde rotineiramente”, disse a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel. “Por isso, os pais e responsáveis precisam levar as crianças e adolescentes para se vacinar. É um ato de amor e de responsabilidade”, completou.
O Ministério da Saúde reforça que, embora o imunizante contribua para frear o avanço da doença, ainda não é a ferramenta mais eficaz no seu enfrentamento, dada a capacidade de produção do laboratório fornecedor que não é suficiente para atender à demanda do Brasil.
Por isso, além das ações realizada pelos agentes de saúde, a população deve fazer a sua parte e adotar ao menos 10 minutos para eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti, que além da dengue também transmite da zika e chikungunya.
Entre as recomendações estão: use de telas nas janelas e repelentes em áreas de reconhecida transmissão; remova recipientes nos domicílios que possam se transformar em criadouros de mosquitos; vede reservatórios e caixas de água; desobstrua calhas, lajes e ralos; participe da fiscalização das ações de prevenção e controle da dengue executadas pelo SUS.
OUTROS DADOS – Neste ano, Mato Grosso já registrou 41.555 casos prováveis de dengue contra 25.864 notificações em 2023.
A doença também já provocou a morte de 36 pessoas em 24 municípios mato-grossenses.
As cidades com maior número de óbitos são Pontes e Lacerda (7), Cuiabá (5) e Tangará da Serra (3), conforme boletim da Secretaria de Estado de Saúde datado do último dia 19.
Os casos e mortes decorrentes da chikungunya também aumentaram.
Neste ano, são 19.912 ocorrências prováveis contra 246 em 2023, além de 11 óbitos provocadas por este tipo de arbovirose. Já os casos de zika, são 409 notificações ao longo de 2024, sem vítima fatal.
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