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ECONOMIA: Sefaz: empresas de MT deixam de faturar R$ 300 milhões ao dia

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Camila Ribeiro/Midianews
A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) calcula que empresas estão deixando de faturar R$ 300 milhões ao dia em Mato Grosso em razão da pandemia da Covid-19 (o novo coronavírus).
A informação foi confirmada pelo secretário de Fazenda Rogério Gallo, durante entrevista à Rádio Jovem Pan, na manhã de ontem quinta-feira (16).
Segundo ele, os dados são relativos à última semana e levam em consideração o faturamento diário tributável, que é a base de para incidência do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias).
“Nos meses anterior à Covid-19, janeiro e fevereiro, por exemplo, tínhamos um faturamento diário tributável de R$ 1,3 bilhão. Essa era a movimentação diária no Estado, tanto em vendas dentro e fora de Mato Grosso”, disse.
“Nessa última semana, o movimento diário foi de R$ 1,030 bilhão, uma queda significativa de quase 25%. A queda já registrada pelas notas fiscais que chegam a base da Sefaz foi de R$ 300 milhões no faturamento diário das empresas mato-grossenses”, emendou o secretário.
Gallo reiterou que esse cenário obviamente impacta na arrecadação e os reflexos no caixa do Poder Executivo já foram sentidos no mês de abril.
Até o momento, a Sefaz já apurou uma queda de 16% no ICMS. Para maio, a depender do prazo que a quarentena pode se estender, a queda de faturamento pode ser ainda maior, alcançando até 40%.
“Estamos numa primeira onda de enfrentamento ao coronavírus. A segunda onda vai atingir a economia com reflexos socioeconômicos. O principal reflexo será a perda de renda. As pessoas ficam desempregadas e, não tendo renda, não há consumo”, observou o secretário.
“Isso vai impactar de forma permanente o caixa do governo estadual, municipal e, certamente, do governo federal. Por isso que existe toda essa movimentação no Congresso de socorro aos estados e municípios”, afirmou Gallo, em alusão ao plano que estabelece auxilio financeiro a estados e municípios durante a pandemia.
A ideia é recompor por seis meses as perdas com a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS, estadual) e com o Imposto Sobre Serviços (ISS, municipal).
“Na prática, pegariam como base a receita do ICMS de 2019. Se em abril do ano passado, Mato Grosso arrecadou R$ 820 milhões e, neste ano, a arrecadação no mês foi de R$ 650 milhões, a União iria recompor essa diferença”, explicou.

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