A deputada federal Coronel Fernanda deve enfrentar problemas com o projeto de lei que criminaliza o comunismo. Isso porque, ao propor a alteração do parágrafo 1º do artigo 20 da Lei n° 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou cor, a chamada Lei Antirracista, acaba flertando com o nazismo e será duramente cobrada pelas bancadas esquerdistas da Câmara dos Deputados. É que o texto proposto pela parlamentar de Mato Grosso proíbe os símbolos do comunismo, como foice e martelo, deixando fora menção explícita à suástica nazista. Dessa forma, faz uma “confusão legislativa” e deixa dúvidas. Caso o projeto de lei da Coronel Fernanda seja aprovado, não fica claro se fazer apologia à ideologia de Adolf Hitler, que defende a supremacia branca e resultou no holocausto de judeus, deficientes, homossexuais e opositores do chamado terceiro reich, continua proibida ou não. Dificilmente a Coronel Fernanda, casada com um homem negro – o oficial da PM Wanderson Nunes Siqueira – e tenho filho e netos mestiços, seja nazista. Ocorre que na ânsia de usar o mandato para promover o anticomunismo, deixando de lado as demandas da população para propor inutilidades, acaba deixando dúvida sobre a nocividade do nazismo por omiti-lo da mudança legal que propõe.(RD NEWS)
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