Por Arão Leite
Alta Floresta/MT – Apesar do advogado Jonavan Oliveira dizer que o delegado Vinícius Nazário foi precipitado, a versão de que o motorista da caminhonete Amarok, Valdir Siqueira Júnior, não teria ingerido bebida alcoolica no dia do acidente onde quatro pessoas morreram, pode ser descartada. Vídeos que a Polícia Civil já anexou ao inquérito e que se propagam por grupos de Whatsapp e outros aplicativos, mostram o condutor pegando bebida e consumindo em uma conveniência.
O fato teria ocorrido horas antes do acidente na Rodovia MT-208 no domingo, por volta das 14 horas em Alta Floresta. Naquela ocasião, Júnior dirigia a Amarok preta sentido Paranaíta enquanto outro carro, um Sandero, com quatro pessoas, transitava em sentido contrário. Uma ultrapassagem em local proibido, conforme as primeiras apurações provocaram o choque frontal dos dois veículos, matando na hora Elizandra Freitas, de 34 anos. O filho dela, João Vitor, de 7 anos, e a sobrinha Nicole, de 9 anos, ainda foram socorridos com vida, mas morreram ao darem entrada no Pronto Socorro do Hospital Regional. Já o motorista Jacinto Faquinello, 50 anos e marido de Elizandra, ficou preso às ferragens do carro. Os socorristas o retiraram, também com sinais vitais, mas o homem não resistiu aos ferimentos.
Júnior e a namorada Kelly, que estavam na Amarok, foram socorridos antes por terceiros segundo o advogado do motorista. A mulher foi levada ao Hospital Regional e Júnior internado em um hospital particular. Conforme seu advogado, ele no momento do acidente não teria ingerido bebida alcoólica e que seguia para a cidade de Paranaíta reunir com outros familiares para o aniversário de 103 anos da avó.
O delegado Vinícius Nazário que iniciou a apuração no domingo, foi pessoalmente ao hospital onde estava o suspeito e segundo ele, ofereceu o teste de alcoolemia, mas que o motorista não aceitou. A autoridade policial ao ver um relatório médico não teve dúvida de citar na ocorrência a questão da embriaguez ao volante. Júnior recebeu voz de prisão em leito de hospital e na terça-feira à tarde, quando recebeu alta, saiu, de cadeira de rodas, levado pelo advogado até uma viatura da Polícia Civil que o levou para a cadeia. “Será indiciado por homicídio doloso”, resumiu o delegado.
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