Casos em Alta Floresta estão deixando pais preocupados com segurança dos filhos
Por Arão Leite
Alta Floresta/MT – Polícia Militar de Alta Floresta tem aumentado índice de registro de ocorrência dentro ou na frente das escolas da rede estadual e municipal. A situação tem se tornado preocupante, principalmente para os pais que aumentam o medo ao verem em redes sociais, vídeos de agressões a alunos na frente das instituições, nos ônibus e relatos de professores que são intimidados em sala de aula.
Mesmo a Polícia Militar fazendo um trabalho ostensivo de rondas escolares, os chamados para irem até as escolas aumentaram. A direção de uma instituição registrou essa semana que alunas depredaram um orelhão instalado na frente da unidade de ensino. Já em outra escola, dois alunos simplesmente chegaram, pegaram um estudante e passaram a lhe agredir. O momento foi assistido por muita gente. Houve relato inclusive de que os agressores estavam armados com uma faca.
Já dentro de um veículo do transporte escolar, um aluno autista sofria abusos de bulling quando retornava para casa. Pelo menos dois a três estudantes o perturbavam, o puxavam e faziam ameaças de acordo com suas reações. “To com medo de mandar meus filhos amanhã para a escola”, contava sem querer se identificar, uma mãe qual os filhos dependem do transporte escolar. “a situação está ficando tensa e deixando todo mundo com medo”, disse um pai, preocupado porque a filha estuda em uma unidade do estado.
A Secretaria Municipal de Educação de Alta Floresta se manifestou sobre os ocorridos. Conforme o departamento pedagógico, todas as medidas serão tomadas no sentido de sanar os problemas. “Procuramos o Conselho Tutelar que nos orientou como proceder, pois todas essas pessoas envolvidas são crianças. Mas já entramos em contato também com o Ministério Público. E no caso do episódio do ônibus, estamos identificando cada um. Vamos chama-los junto com os pais para conversar e descobrir as causas”, comentou Kátia Bertin, do Departamento Pedadógico.
Projeto Ficai, liderado pela psicóloga Leia Ribeiro também tem feito um trabalho com estudantes na rede municipal e estadual e conforme informações, em casos como o bulling no ônibus foi constatado o sintoma e agora busca-se a causa do problema, do comportamento dos alunos, se é uma situação isolada ou se já vem de casa.




